PF aponta filho de ex-prefeito como mandante de vazamento de dados de ministros do STF

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Resumo: a Polícia Federal deflagrou uma operação para apurar o vazamento ilícito de dados sigilosos, incluindo informações de ministros do STF. O empresário Marcelo Paes Fernandez Conde, filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde, é apontado como o mandante. A ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, cumpriu seis mandados de busca e apreensão e um de prisão, sendo o empresário considerado foragido. Investigações indicam que Conde ordenou a obtenção de dados da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de um ministro, por meio do contador Washington Travassos de Azevedo, com pagamento de 4,5 mil reais em espécie; os dados teriam vindo de sistemas da Receita Federal e do Coaf.

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1 de 1 fachada-policia-federal – Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

A operação foi executada na manhã desta quarta-feira, com cumprimento de mandados em endereços ligados ao empresário. A ação contou com autorização formal do ministro Alexandre de Moraes e faz parte de uma investigação que busca esclarecer a origem e o destino dos dados sigilosos que teriam sido vazados para terceiros.

De acordo com a apuração da coluna Metrópoles, os investigadores identificaram que o empresário encomendou a obtenção de informações da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de um ministro, ao contador Washington Travassos de Azevedo. O objetivo seria obter dados sensíveis ligados a ministros do Supremo Tribunal Federal, bem como informações sobre familiares, com o pagamento considerado “bastante significativo” pela época das diligências.

Os investigadores apuram ainda que a transferência de dados foi feita a partir de sistemas da Receita Federal e do Coaf. A incorporação de informações sigilosas de autoridades de alto nível reforça o contexto sensível do caso e levanta questionamentos sobre a proteção de dados e a integridade de instituições brasileiras.

Até o momento, o empresário permanece foragido, e as investigações seguem para identificar possíveis cúmplices e avaliar se houve participação de outras pessoas ou setores na cadeia de vazamento. O andamento do caso deve trazer novas informações sobre a origem dos dados e as vias usadas para o repasse, além de esclarecer a responsabilidade de cada envolvido.

Este episódio reacende o debate sobre privacidade, segurança de informações públicas e a proteção de autoridades. Em um momento em que dados sigilosos circulam com facilidade, as autoridades reforçam a necessidade de mecanismos robustos de controle para evitar abusos e danos à confiança nas instituições.

E você, o que pensa sobre o uso indevido de dados sigilosos que envolvem figuras públicas? Deixe sua opinião nos comentários. Sua leitura e participação ajudam a fortalecer o debate sobre privacidade, responsabilidade e governança no país. Qual seria a sua expectativa de ações preventivas e punições eficazes para casos como este?

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