Advogado é indiciado por morte e maus-tratos a filhotes de cachorro

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Resumo: A Polícia Civil de São Paulo indiciou o advogado Felipe Shinsato Beretta, 34 anos, por maus-tratos seguidos de morte de Mel, uma filhote de apenas 3 meses. A investigação aponta ainda para uma segunda vítima, Layla, outra cadela da raça border collie, que está sob guarda de uma ONG. O laudo pericial aponta choque hipovolêmico com insuficiência respiratória, além de lesões graves no fígado e nos pulmões, sugerindo compressão do corpo ou agressões com força física. Vizinhos relatam gritos no apartamento do Brás, e imagens de câmeras aparecem em reportagens, aumentando a tensão entre protetores de animais e a comunidade local. Beretta nega as acusações e a apuração segue para esclarecer os fatos. Além desse caso, a matéria traz ainda relatos de ameaça a mulheres e um processo de injúria em Botucatu envolvendo o mesmo advogado.

Fatos iniciais e contexto. A adoção de Mel ocorreu em novembro do ano passado, quando Beretta morava em um condomínio no Brás, no centro de São Paulo. Entre os dias 12 e 13 de novembro, a vizinhança registrou sons de gritos vindos do apartamento e relatos apontam para suspeitas de agressões contra a filhote. Em vídeo gravado no elevador, Beretta aparece com Mel no colo, em posição que os investigadores interpretam como brutalização eventual. No dia seguinte, Mel aparece desfalecida e é levada a uma clínica veterinária, onde já chegou sem vida.

Laudo pericial e leitura técnica. A perícia indica que Mel morreu por choque hipovolêmico associado a falência respiratória. Entre as lesões encontradas, houve ruptura do fígado em vários pontos, além de danos graves aos pulmões, com hemorragias internas e edema. O conjunto de lesões sugere força contundente ou compressão do corpo, o que alimenta asInvestigações sobre agressões físicas, como chutes ou pancadas, ainda a serem confirmadas pelas autoridades. A polícia avalia as hipóteses de que o animal tenha sido esmagado contra superfícies ou submetido a impactos significativos.

Mudança de endereço e novas tensões. Após a morte de Mel, Beretta mudou-se para a Mooca, na zona leste de São Paulo. Moradora da região relata ter visto informações e vídeos circulando na internet com denúncias envolvendo o advogado. Em meio a esse movimento, Beretta teve a cadelinha Layla, arkada pela mesma linha de investigação, levada para avaliação na cidade de Mooca.

Kits de testemunhos e provas em aberto. A vizinhança descreveu o choro de Layla no apartamento do suspeito, além de relatos sobre maus cheiros vindos do interior do imóvel. A Polícia Civil decidiu resgatar Layla para avaliação veterinária e eventual guarda/medidas legais. A defesa de Layla foi entregue à veterinária Marina Passadore, que atua na ONG Aliança Internacional do Animal, e que inicialmente avaliou a cadelinha com sinais de fratura na cauda e possível quadro de subnutrição. Radiografias e exames adicionais estavam sendo realizados até o fechamento deste relatório.

Boas intenções podem atrapalhar, dizem as autoridades. A chefia de investigações da 3ª Delegacia de Crimes Contra Animais reforçou que ações de resgate fora da esfera jurídica podem comprometer a responsabilização dos suspeitos, enfatizando que as provas precisam ser coletadas conforme a lei para evitar que as vítimas voltem às mãos de agressores. A orientação é clara: todo procedimento oficial precisa ocorrer no ato do resgate, para preservar evidências.

Versão do advogado. Em depoimento, Beretta negou as agressões contra Mel, alegando que a cadela foi levada à clínica apenas para socorro, e que o vídeo do elevador mostraria apenas um carinho, não maus-tratos. Ele também sustenta que Mel pode ter sido chamada de outro nome e que a cadela estaria microchipada e registrada. Sobre Layla, o advogado afirmou ter sido surpreendido ao descer para buscar uma entrega de alimento, quando a cadelinha foi retirada pela equipe de proteção animal.

Ameaças e outros casos. A imprensa apurou ainda que Beretta recebeu ameaças a mulheres associadas a ele, registradas em boletins de ocorrência e em processo no Tribunal de Justiça de São Paulo. Em Botucatu, interior paulista, uma gerente denunciou o advogado por injúria, por meio de mensagens, e acionou o juízo em ações de danos morais. O caso de injúria também está em andamento, com a defesa não comparecendo a audiências de conciliação solicitadas pela Justiça.

O estado atual das investigações. A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com diligências em relação a ambas as cadelas e a análise de vídeos, depoimentos e exames médicos. A defesa do advogado não respondeu aos contatos da reportagem até o fechamento deste material. A tramitação envolve a 3ª Delegacia de Crimes Contra Animais e o DPPC, com encaminhamentos à Justiça para responsabilização adequada.

Encerramento e convite à leitura. Este caso acende o debate sobre adoção responsável, proteção animal e a necessidade de condução de investigações dentro do devido processo legal. A comunidade busca entender como equilibrar a defesa dos animais com a segurança pública, sem comprometer a veracidade das provas. E você, leitor, o que pensa sobre a forma como casos de maus-tratos são apurados e anunciados pela mídia? Deixe sua opinião nos comentários e participe do debate que envolve moradores, protetores e autoridades.

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