Peru confirma morte de homem apontado como o mais velho do país, aos 125 anos

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Resumo: O Peru confirmou a morte de Marcelino Abad Tolentino, conhecido como Mashico, possivelmente o homem mais velho do país. Nascido por volta de 5 de abril de 1900, ele faleceu no dia 30 de março, em um lar de idosos na cidade de Huácar, região de Huánuco, aos 125 anos e 360 dias. Sem certidão de nascimento para validação oficial, autoridades locais estimam a idade com base em registros e relatos. Mashico viveu grande parte da vida no distrito remoto de Chaglla, enfrentando extrema pobreza, educação ausente e uma trajetória de trabalho humilde que incluiu agricultura, criação de animais e atuação como pedreiro.

Sob a perspectiva oficial , o governo informou que Mashico nasceu em 5 de abril de 1900, mas a ausência de certidão de nascimento impediu a confirmação formal da sua idade por entidades internacionais como o Guinness World Records. Ainda assim, autoridades locais estimavam que ele tinha 125 anos e 360 dias no momento de seu falecimento. O óbito ocorreu em um lar de idosos na cidade de Huácar, situada na região de Huánuco, meses antes de completar 126 anos.

Infância e formação A vida de Mashico foi moldada no distrito de Chaglla, onde cresceu em condições de pobreza extrema após perder os pais aos sete anos, durante a travessia de um rio. Sem acesso à educação formal, ele começou a trabalhar desde cedo, dedicando-se à agricultura, à criação de animais e, com o tempo, ao ofício de pedreiro. Sua estatura, medida em 1,27 metro, acompanhou toda a trajetória de uma vida dedicada a esforços diários e à sobrevivência, sem grande palco público, mas com uma presença silenciosa que marcou a comunidade rural onde viveu.

Reconhecimento oficial e modernização Foi apenas durante a pandemia de Covid-19 que Mashico recebeu o reconhecimento oficial do Estado peruano, ao ser identificada pela primeira vez com um documento de identidade. O registro ocorreu por meio do programa social Pensão 65, que, além de oferecer benefício estatal, proporcionou àquele que pode ser considerado o idoso mais conhecido do país uma identidade formal pela primeira vez na vida. Naquele momento, já com cerca de 120 anos, Mashico consolidou sua notoriedade nacional ao lado dos moradores da região.

Saúde, aposentadoria e limitações A aposentadoria não veio sem consequências. Após deixar o trabalho ativo, Mashico sofreu uma grave lesão no quadril, o que o obrigou a usar cadeira de rodas. Ele nunca se casou nem teve filhos, circunstâncias que ajudam a compor o retrato de uma vida dedicada aos estudos da resiliência, ao trabalho árduo e à convivência com uma comunidade rural que o acompanhou ao longo das décadas.

Implicações sociais e contexto regional O caso revela a realidade de muitos idosos que vivem no interior do país: a ausência de certidões de nascimento, o reconhecimento tardio de identidades e a importância de programas sociais que assegurem renda e dignidade na velhice. A história de Mashico enfatiza a necessidade de dados confiáveis para validação de idades e de políticas públicas que alcancem localidades remotas, onde a vida se desenrola longe dos grandes centros e dos expedientes formais de registro civil.

Conclusão e participação do leitor A vida de Mashico convida a refletir sobre os vínculos entre longevidade, identidade civil e assistência social, especialmente em regiões afastadas. Como você vê a relação entre reconhecimento institucional e qualidade de vida de idosos em áreas rurais? Compartilhe suas impressões nos comentários: quais desafios locais você identifica para garantir dignidade e inclusão na terceira idade? Sua opinião importa para enriquecer o debate sobre envelhecimento e políticas públicas.

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