O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, apresentou, por meio de suas redes sociais, a proposta de levar o Pix — sistema de pagamentos brasileiro — para o território colombiano, em uma resposta direta às recentes investigações dos Estados Unidos sobre o mecanismo. Em paralelo, ele pediu que a lista de sanções OFAC seja revista, defendendo uma governança global mais democrática e menos alinhada a instruções da velha ordem internacional. O anúncio ressalta uma linha de atuação que mistura tecnologia financeira, política externa e críticas aos modelos de sanções vigentes.
Em sua publicação de domingo (5/4), Petro pediu explicitamente que o Pix chegue à Colômbia e que a lista OFAC não seja mais utilizada como referência única para bloquear ativos. Segundo o presidente, as sanções atuais refletem uma hegemonia de direitas econômicas globais que não reconhecem a diversidade dos sistemas financeiros mundiais. Ele destacou a necessidade de uma governança internacional mais plural e eficaz, capaz de dar voz a diferentes economias sem punir civis ou comprometer fluxos legítimos de capital.
No tom de crítica que marca suas intervenções, Petro disse que as guerras recentes não entregam ganhos reais à humanidade, afirmando que “as guerras não servem para nada” e que, no fim, todos perdem. Ele revelou ter conversado com Donald Trump — presidente dos Estados Unidos desde janeiro de 2025 — na tentativa de frear o conflito com o Irã, acrescentando, contudo, que o entorno do líder americano tem pressionado decisões que poderiam gerar consequências graves para civis. Além disso, o presidente colombiano dirigiu críticas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chamando-o de sanguinário e acusando-o de crimes contra a humanidade em Gaza e no Irã.
No que diz respeito ao combate ao narcotráfico, Petro voltou a questionar a política antidrogas dos EUA. Ele argumentou que a extradição tornou-se “uma tolice”, ao permitir que traficantes negociem penas em cidades como Miami e Nova York, o que, em sua visão, enfraquece a luta real contra o crime organizado. Ao defender uma abordagem mais abrangente, o presidente enfatizou a necessidade de estratégias que deem conta das especificidades regionais sem abrir mão de firmeza no enfrentamento aos circuitos de drogas.
Ao longo de sua fala, Petro reiterou a busca por uma ordem internacional que valorize a diversidade econômica e social, afirmando que apenas com uma governança global verdadeiramente democrática a humanidade poderá enfrentar com eficácia os diferentes interesses que moldam a geopolítica atual. A proposta de ampliar o Pix para a Colômbia aparece como símbolo dessa vontade de modernizar instrumentos de inclusão financeira alinhados a princípios de equidade e cooperação entre nações. A leitura geral aponta para uma agenda que casa inovação, soberania regional e uma crítica contundente a políticas externas que, segundo ele, favorecem um clubinho de potências em detrimento de economias emergentes.
E você, o que acha da ideia de expandir sistemas de pagamento digital entre países e da revisão de sanções internacionais? Compartilhe suas opiniões nos comentários e ajude a enriquecer o debate sobre como tornar a economia global mais justa e eficaz para cidadãos de todas as regiões.

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