Em mensagem de Páscoa, Papa Leão XIV diz que “estamos nos tornando indiferentes à violência”

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Resumo: O Papa Leão XIV celebrou a primeira missa de Páscoa na Praça de São Pedro, desde assumir o cargo em maio de 2025, dirigindo-se a fiéis de todo o mundo. Em tom firme, ele pediu que líderes desarmem, promovam o diálogo e busquem a paz de forma humana, sem a violência. A crítica central é a indiferença diante do sofrimento humano, que alimenta guerras e fere a vida econômica e social, e a Páscoa é lembrança da vitória da vida sobre a morte.

No domingo, milhares de fiéis acompanhavam a celebração na praça, com a participação de cerca de 50 mil pessoas. A liturgia foi conduzida pelo pontífice, que ressaltou que a Páscoa não é apenas uma solenidade, mas um chamado à responsabilidade de cada pessoa e de cada instituição diante dos conflitos que persistem no mundo.

Ao falar sobre a paz, o Papa disse: “Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conquistada pela força, mas pelo diálogo; não para dominar, mas para encontrar o outro”.

Ele alertou para a recente globalização da indiferença, destacando que o sofrimento de milhares é ignorado. “Estamos nos habituando à violência, nos resignando a ela e nos tornando indiferentes”, afirmou, convocando a sociedade a reagir e não normalizar o mal.

Seguindo o exemplo de Cristo, Leão XIV defendeu a cooperação e o diálogo como verdadeiras fontes de força que constroem relações respeitosas entre pessoas, famílias e localidades, com foco no bem comum e na participação de todos na construção de soluções conjuntas.

Para os cristãos, a Páscoa representa a vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas e do amor sobre o ódio, lembrou o líder religioso, reconhecendo que essa mensagem nem sempre é fácil de aceitar, pois o medo da morte pode nos levar ao esconderijo, mas não pode nos afastar da solidariedade.

O Vaticano informou que a celebração contou com a participação de cerca de 50 mil fiéis na Praça de São Pedro, com o Papa convocando todos a ouvirem o grito de paz que nasce do coração, não apenas para silenciar as armas, mas para transformar corações em busca do bem comum.

Agora, queremos ouvir você. Como você percebe o papel da cooperação internacional e do diálogo na atualidade? Deixe seu comentário abaixo para compartilhar a sua visão sobre como a paz pode nascer do encontro entre pessoas e localidades.

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