“Rei do rebaixamento”: quem é homem condenado por manipular jogos

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Resumo: William Pereira Rogatto, conhecido no meio das apostas, foi condenado pela Justiça do Distrito Federal a 13 anos e 6 meses de prisão por liderar um esquema de manipulação de jogos no Candangão 2024, que resultou no rebaixamento do Santa Maria. A atuação foi alvo de investigação do Gaeco, que aponta um grupo de quatro pessoas articulando lances para favorecer apostas esportivas. Rogatto permaneceu preso em Brasília desde a sua extradição, ocorrida após fuga no exterior.

A apuração descreve claramente a divisão de tarefas dentro do esquema. Rogatto ocupava a liderança, enquanto Amauri Pereira dos Santos funcionava como intermediário, conectando o comando aos atletas envolvidos. Os executores teriam sido Alexandre Batista Damasceno e Nathan Henrique Gama da Silva, que teriam participado diretamente de lances que resultaram em gols duvidosos. As investigações identificaram padrões de apostas suspeitos, movimentações financeiras atípicas e indícios de que parte dos apostadores tinha acesso prévio a resultados antes das partidas.

Entre as evidências está o episódio de fevereiro de 2024, quando o Santa Maria perdeu por 5 a 0 para o Gama, no Bezerrão. Segundo o Ministério Público, dois atletas teriam atuado de forma deliberada para favorecer o desfecho, com sinais de que palpites já estavam registrados antes dos jogos. O caso também remete a dúvidas anteriores; em 2020, a Polícia Civil de São Paulo investigou suspeitas de que Rogatto teria feito propostas a jogadores para influenciar resultados de partidas da Série A3 do Campeonato Paulista, ampliando o recorte para uma prática de longa data.

As consequências jurídicas não se limitaram a Rogatto. Além dele, Amauri Pereira dos Santos recebeu 11 anos e 10 meses de prisão em regime fechado; Damasceno teve 7 anos em regime semiaberto; e Nathan Henrique Gama da Silva também pegou 7 anos em regime semiaberto. A presidente do Santa Maria, Dayana Nunes Feitosa, foi absolvida por falta de provas. A decisão manteve a prisão preventiva de Rogatto, enquanto os demais condenados poderão recorrer em liberdade. O juiz enfatizou que o esquema prejudicou a integridade esportiva, minou a credibilidade do campeonato e afetou a confiança pública nas instituições.

O caso reacende o debate sobre a atuação das autoridades na fiscalização de apostas e sobre a proteção da integridade de ligas regionais. Especialistas destacam que episódios como esse comprometem a credibilidade de competições locais, exigindo respostas firmes de clubes, promotores e federações para evitar novos desvios. A investigação evidencia a necessidade de mecanismos mais transparentes e de maior rigor na supervisão de apostas que possam influenciar resultados esportivos, especialmente em ligas de menor expressão que atraem investimento externo.

E você, o que pensa sobre corrupção e manipulação no futebol da cidade? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas ideias sobre como tornar as ligas locais mais seguras e confiáveis para torcedores, jogadores e moradores da região.

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