Quem são os suspeitos de tentar golpe na herança do fundador da Unip/Objetivo

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Golpe milionário envolvendo herdeiros de Di Genio é desarticulado; nove prisões são cumpridas

Resumo: operação do GAeco do Ministério Público de São Paulo desarticula quadrilha que tentava cobrar supostas dívidas milionárias contra a herança de João Carlos Di Genio, fundador da Unip/Objetivo; até o momento, nove prisões preventivas foram decretadas e 15 buscas e apreensões realizadas, com o golpe estimado em cerca de 845 milhões de reais e a herança avaliada em 16 bilhões de reais.

A investigação aponta que o esquema operava por meio de duas frentes empresariais. A primeira envolve a Colonizadora Planalto Paulista Ltda, enquanto a segunda utiliza a Fonamsp, entidade apresentada como espaço de mediação e arbitragem, que conferia aparência de legitimidade às cobranças controversas.

A reportagem do Fantástico, da TV Globo, aponta que Wagner Rossi Silva seria o responsável pela Fonamsp, organizando uma estrutura que funcionava como instrumento de pressão. Segundo as apurações, assinaturas de João Carlos Di Genio teriam sido copiadas de documentos originais e inseridas digitalmente em contratos supostamente falsos. Em tese, o objetivo era elevar a cobrança para próximo de um bilhão de reais.

O Ministério Público aponta que, após a negativa da Justiça comum, o grupo recorreu a uma câmara arbitral para tentar validar a cobrança, criando uma peça processual que elevou o valor pretendido. A entidade utilizada para os procedimentos seria controlada por Wagner Rossi Silva, e investigadores destacam que funcionava como um espaço sem estrutura real.

Entre os principais investigados estão Luiz Teixeira da Silva Júnior, ligado à empresa que apresentou a cobrança; Rubens Maurício Bolorino, ex-policial civil com passagens por esquemas de venda de decisões judiciais; Wagner Rossi Silva, responsável pela entidade de arbitragem; e Jorge Alberto Rodrigues de Oliveira, apontado como facilitador do grupo e preso. O trio aparece como parte central das investigações, com outros nomes citados pelo Ministério Público.

Segundo o Fantástico, as apurações indicam que Luiz Teixeira atuava junto à empresa responsável pela cobrança e que a fraude envolvia a alegação de uma dívida de centenas de milhões por uma suposta compra de terrenos — operação de que a família Di Genio nega ter conhecimento. As assinaturas teriam sido copiadas e inseridas em contratos que, segundo a investigação, alimentariam cobranças judiciais e extrajudiciais indevidas.

A investigação aponta ainda que, depois de negativa judicial, o grupo recorreu a uma câmara arbitral para validar as cobranças, elevando o montante para perto de 1 bilhão de reais. A instituição usada, a Fonamsp, seria administrada por Wagner Rossi Silva, que, conforme apurado, possuía antecedentes por tráfico de drogas, estelionato e crimes contra o patrimônio.

O Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, afirma que a operação cumpriu nove mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão. A investigação aponta uma atuação em duas frentes empresariais distintas e a utilização de contratos falsos para embasar arbitragens simuladas, com o objetivo de pressionar o espólio a realizar pagamentos milionários com base em documentos fraudulentos.

O caso também envolve o debate sobre a natureza das câmaras arbitrais. Em nota, o Conselho Nacional de Justiça destacou que as arbitragens são entidades privadas, sem credenciamento ou fiscalização prévia do Judiciário, embora seus atos possam ser revistos pela Justiça. A denúncia do GAeCO reforça a necessidade de atenção a estruturas privadas que operam com poder decisório, potencialmente impactando vítimas e o aparato judiciário.

Entretanto, o caso não se resume apenas aos nomes envolvidos. O Ministério Público aponta que o grupo atuava para explorar irregularidades na cobrança de dívidas, apoiando-se em contratos simulados para embasar decisões arbitrais que, segundo os investigadores, visavam obter vantagem econômica de forma artificial. A herança de Di Genio, estimada em 16 bilhões de reais, é o contexto de fundo que levou a essa complexa operação, revelando uma faceta preocupante do uso indevido de instrumentos privados de resolução de disputas.

Este episódio reacende o debate sobre mecanismos de arbitragem e a necessidade de maior transparência e fiscalização, especialmente quando envolvem valores expressivos e pessoas ligadas a grandes fortunas. A Justiça continua apurando denúncias e ouvindo testemunhas, com a expectativa de esclarecer todas as responsabilidades envolvidas. E você, o que pensa sobre o papel da arbitragem privada nesse tipo de caso? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião sobre os riscos e as salvaguardas necessárias para proteger heranças, empresas e famílias.

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