Leur Lomanto diz que CCJ não vai mudar cronograma sobre jornada 6 x 1 mesmo se governo enviar novo projeto

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Resumo: o governo federal planeja enviar um projeto de lei para estabelecer a jornada de 40 horas semanais, enquanto a PEC 6×1 da deputada Erika Hilton permanece em tramitação na CCJ da Câmara, com audiências públicas previstas para avaliar impactos no turismo. As pautas correm em paralelo, com a prioridade de aprovação antes das eleições e a análise de custos, empregos e qualidade dos serviços.

O presidente da CCJ, deputado Leur Lomanto Junior, afirmou ao jornal O Globo que o novo projeto do governo não alterará o ritmo da análise da PEC 6×1, que já tramita desde o início do ano. Nesta terça-feira, a comissão deverá dar continuidade aos debates com uma audiência pública para avaliar os impactos do possível fim da jornada 6×1 no setor turístico, tema que ganha relevância diante das discussões sobre o futuro do trabalho.

A audiência foi solicitada pelo relator, deputado Paulo Azi (PL-BA). O debate envolve custos para empresas, a manutenção de empregos e a qualidade dos serviços, além da necessidade de soluções flexíveis que acompanhem a dinâmica do turismo e das atividades econômicas associadas.

Na semana passada, a então ministra Gleisi Hoffmann, antes de se desincompatibilizar do cargo, indicou que o governo enviaria ao Congresso um projeto para estabelecer as 40 horas semanais, com o mecanismo de urgência constitucional que obrigaria a Câmara a votar a matéria em até 45 dias. A ideia é acelerar a apreciação em meio a pressões políticas e eleitorais.

A avaliação do governo é de que a atual PEC da deputada Erika Hilton pode ser considerada demorada e corre o risco de não ser aprovada antes das eleições. O tema é tratado como prioritário para o Executivo, que busca aprovar a matéria antes do início da campanha em agosto, quando o funcionamento do Congresso tende a reduzir sua atividade.

Em entrevista ao Metrópoles, o relator Paulo Azi disse que o projeto governamental sobre a jornada de 40 horas seria desnecessário, e que o presidente da Câmara, Hugo Motta, já se comprometeu a pautar publicamente a matéria antes de 1º de maio. Segundo Azi, as duas propostas podem tramitar simultaneamente, mantendo o objetivo de concluir o debate próximo ao início do mês de maio.

Com as palavras trocadas entre propostas, especialistas destacam a necessidade de equilibrar alterações na legislação trabalhista com as demandas do turismo, sem criar distorções que aumentem custos para empresas ou prejudiquem a qualidade do atendimento ao público. A sinalização de tramitações paralelas aponta para uma agenda de mudanças que pode transformar o mercado de trabalho sem abandonar a realidade de quem vive o dia a dia da economia cujas provisões afetam a vida das cidades.

À medida que o debate avança, moradores, empresários e trabalhadores devem acompanhar as sessões da CCJ e as votações no plenário para entender como essas propostas podem impactar o mercado de trabalho, a atividade turística e o cotidiano das cidades. Compartilhe sua opinião nos comentários: como você enxerga a eventual mudança para 40 horas ou a continuidade da PEC 6×1 frente ao cenário eleitoral?

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