Resumo rápido: um relatório do CNJ aponta que, entre janeiro e março de 2026, 81.304 mulheres buscaram medidas protetivas. Em Brasília, autoridades de segurança destacam como identificar potenciais agressores e consultar históricos judiciais de terceiros, além de orientar sobre sinais precoces de abuso e vias de apoio. O objetivo é empoderar pessoas para agir cedo e evitar violência.
O relatório do CNJ apresenta números concretos e orientações práticas. No Distrito Federal, o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, e a chefe da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, Adriana Romana, sugerem caminhos para reconhecer comportamentos de risco e consultar fontes públicas, como históricos criminais disponíveis em plataformas oficiais, sem depender apenas de registros formais.
“O histórico, geralmente, é recorrente. As pessoas que cometem esse tipo de agressão, não necessariamente têm um histórico criminal. Muitas vezes existe o histórico, mas não está ligado ao feminicídio. Esse é um dos principais entraves que a gente tem”, explicou.
Sinais de alerta – Embora pareçam triviais, os primeiros indícios costumam ser sutis. Adriana Romana, à frente da Deam, explica que relacionamentos abusivos costumam começar pelo controle dissimulado sobre roupas, com quem a pessoa fala, acesso a redes sociais ou afastamento de familiares e amigos.
“Ao iniciar um relacionamento, as mulheres devem observar se a pessoa apresenta comportamentos indicativos de controlar a sua vida, tais como determinar qual vestimenta usar, com quem falar, acesso ou não a redes sociais, afastar a mulher de seus familiares, amigos ou rede de apoio”, apontou a delegada.
Outros sinais incluem mudanças bruscas de humor, desrespeito, insistência após negativas e atitudes agressivas contra terceiros. “É aquela pessoa que explode repentinamente, depois pede desculpa e diz que te ama. Parece um script que sempre termina da mesma maneira”, completou o secretário, trazendo um alerta sobre padrões de comportamento manipuladores.
Além dos sinais, a recomendação é observar condutas no começo da relação. Um encontro inicial em locais públicos e movimentados ajuda a observar como o pretendente trata atendentes, desconhecidos e amigos, revelando traços importantes de personalidade. Também é aconselhável compartilhar a localização com alguém de confiança e manter amigos ou familiares informados sobre o encontro.
“Outro ponto importante é não se isolar. “É importante manter a rede de apoio ativa. Muitas vezes, quem está de fora consegue perceber sinais que não são tão claros para quem está envolvido emocionalmente”, afirmou o secretariado.
A pressa também aumenta o risco. Especialistas pedem cautela ao conhecer alguém: entender origem, hábitos e interesses com calma, sem pressa de avançar. A ideia é impedir que um agressor se aproveite do encanto inicial para praticar violência.
Como buscar ajuda – Em situações de emergência, a orientação é acionar a polícia pelo 190. Outros canais disponíveis incluem o 180, da Central de Atendimento à Mulher, além de delegacias especializadas, Ministério Público e Defensoria Pública. A tenente-coronel Renata, da Polícia Militar do Distrito Federal, reforça que sinais explícitos devem ser levados a sério desde o início.
“Ameaças, chutes, puxão de cabelo, controle excessivo das suas senhas, do seu dinheiro, da roupa que você usa e ciúme excessivo. Isso não é demonstração de amor, isso é sinal de controle e de um relacionamento abusivo.”
Além do atendimento emergencial, há suporte contínuo para mulheres em situação de violência por meio de serviços especializados, como o Provid, que orienta o policiamento e o acompanhamento da vítima ao longo do tempo.
Se você ou alguém próximo vive situação semelhante, procure informações em fontes oficiais e não ignore os sinais. A intuição funciona como um mecanismo de proteção e pode evitar danos graves. Este tema importa à cidade e requer atenção constante de todos.
Qual é a sua experiência ou dúvida sobre como reconhecer sinais de violência ou buscar ajuda? Compartilhe nos comentários e ajude a ampliar a conversa, para que mais pessoas saibam onde encontrar apoio e orientação.

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