Artemis II: piloto cristão reflete sobre a criação de Deus a partir do espaço

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Victor Glover: fé, ciência e o marco Artemis II

Victor Glover, capitão da Marinha dos EUA e piloto da missão Artemis II da NASA, é celebrado por unir fé e ciência enquanto se prepara para um voo histórico ao redor da Lua. Em meio a reflexões sobre criação, humanidade e o papel da fé, ele aponta que a missão pertence a todos, não a grupos isolados. Artemis II será o primeiro voo tripulado da campanha Artemis, levando a Orion e o Space Launch System a testar capacidades cruciais antes de Artemis III, prevista para o próximo ano.

Sob a liderança do comandante Reid Wiseman, a tripulação de quatro pessoas passará 10 dias em uma órbita ao redor da Lua. Glover atua como piloto, em uma missão que marca o primeiro voo de teste tripulado dessa fase da NASA. Será a primeira vez que o foguete SLS e a nave Orion transportam astronautas nessa etapa de exploração do espaço profundo, abrindo caminho para missões futuras e para a ambição de retornar à superfície lunar.

Durante o Domingo de Páscoa, Glover refletiu sobre a criação divina e a Bíblia. Ele afirmou que a Terra, vista de longe, revela uma casa única onde diferentes culturas podem coexistir. A ideia, segundo ele, ganha força na experiência orbital, lembrando o público de onde estamos e de quem somos em um espaço vasto e compartilhado.

Antes da missão de 1º de abril, um repórter perguntou como ele se sentia ao potencialmente se tornar o primeiro afro-americano a orbitar a Lua. Glover respondeu que a missão não pertence apenas à chamada “história negra” ou à “história das mulheres”, mas à história da humanidade como um todo, destacando que o feito é compartilhado por toda a espécie humana.

Glover também enfatizou que a viagem não se prende a identidades, mas à capacidade coletiva de avançar. Ele destacou que a missão é um marco para a humanidade e que o objetivo é seguir em frente, com foco no que pode unir pessoas além de rótulos históricos, mantendo a curiosidade, a coragem e a cooperação como guias.

Em seu perfil profissional, Glover nasceu em Pomona, Califórnia, formou-se em engenharia geral e acumula três mestrados. Como piloto de testes, atuou em várias aeronaves, acumulando milhares de horas de voo e centenas de pousos em porta-aviões. Selecionado pela NASA em 2013, fez parte da Crew-1 como piloto e passou 168 dias na Estação Espacial Internacional, ao lado da sua esposa e dos seus quatro filhos.

Ele afirmou que a fé é um motor para a sua vida e para a carreira. Sempre que enfrenta situações arriscadas, ele ora. Em uma distinção comum no meio militar, ele lembra que não há ateus em trincheiras, nem em cima de foguetes, reforçando que fé e disciplina caminham juntas em sua trajetória profissional.

Glover também sinalizou que fé e ciência não são opostas. Ele compara a ideia de origem do universo, muitas vezes explicada pela física teórica, com a narrativa de criação presente no Gênesis, sugerindo que ambas podem coexistir sem contradizer uma à outra. Sua visão é de que a ciência descreve processos, enquanto a fé oferece significado à jornada humana, especialmente em eventos tão grandiosos quanto a exploração espacial.

Ao falar sobre a Terra e o espaço, ele recordou que, durante a missão, levou suprimentos de comunhão para a ISS e recebeu o sacramento semanal. Segundo Glover, a prática foi significativa, dando a oportunidade de adorar no espaço de maneira especial, o que ampliou a compreensão de por que esse ritual permanece relevante, independentemente do local.

Ao retornar à Terra, a visão do planeta em órbita o fez repensar o lugar da humanidade no cosmos. ele descreveu a Terra como pequena, porém extremamente importante, e relembrou uma visita a Israel, onde um estudante árabe o chamou de irmão, reforçando a ideia de que todos são irmãos e irmãs diante de um destino compartilhado. A história da última missão tripulada à Lua remonta a Apollo 17, lançada em 7 de dezembro de 1972, marcando um marco duradouro para a exploração espacial.

Essa combinação de ciência, fé e humanidade explica por que Glover é visto não apenas como um piloto, mas como alguém que busca inspirar uma visão mais ampla de cooperação entre culturas e regiões. Com Artemis II em curso e Artemis IV no horizonte, as metas da NASA vão além de tecnologia; tratam de ampliar a compreensão de quem somos, onde estamos e como podemos avançar juntos. E você, como vê o equilíbrio entre ciência e fé quando observamos o espaço e o nosso lugar no universo?

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