Escritório de advogados da Bahia entra na mira da PF sobre caso Banco Master

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Um escritório de advocacia sediado em Salvador está na mira da Polícia Federal no âmbito das investigações relacionadas ao caso Banco Master. A apuração envolve recursos repassados por o banco a escritórios de advocacia ao longo de quatro anos, com 91 escritórios recebendo um total de 543 milhões de reais. Entre os encaminhamentos, um deles passa a figurar entre os alvos de maior atenção na investigação.

Segundo a Folha de S. Paulo, a apuração aponta que um escritório recebeu cerca de 54 milhões de reais entre 2022 e 2025, posicionando-se em quarto lugar entre os maiores favorecidos pelo Banco Master. Gabino Kruschewsky Advogados, com atuação em Salvador, tem Eugênio Kruschewsky entre seus sócios, e ele é procurador do estado da Bahia. A cidade de Salvador aparece ainda como origem de um dos principais produtos do banco, o Credcesta.

Em nota encaminhada à reportagem, o escritório informou ter atuado em 45 mil processos em favor do Banco Master, com mais de 30 mil ainda em andamento. No entanto, certidões do Tribunal de Justiça da Bahia apontam quase sete mil processos registrados em nome da instituição, dados que ajudam a entender o peso jurídico da relação entre o banco e o segmento advocatício na região.

Entre as ações movidas contra o Banco Master, destacam-se duas ações coletivas propostas pela Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia. À época, a entidade era presidida por Carlos Kauark Kruschewsky. As ações teriam sido ajuizadas para questionar irregularidades em empréstimos consignados do Credcesta, que pertenceu à Empresa Baiana de Alimentos, cuja gerente jurídica era Luía Kruschewsky.

A defesa do Banco Master nessas ações foi conduzida por Eugênio Kruschewsky, procurador do estado da Bahia e primo de André Kruschewsky, então diretor jurídico da instituição, responsável pela contratação do advogado. A cadeia de relações entre fundações, o corpo jurídico e autoridades públicas da Bahia coloca o foco nas práticas relativas aos empréstimos consignados vinculados ao Credcesta.

O episódio revela a complexa interdependência entre instituições financeiras, escritórios de advocacia e agentes públicos na Bahia, em meio a uma disputa judicial que envolve empréstimos e possíveis irregularidades no Credcesta. As apurações seguem em andamento, mantendo a comunidade informada sobre desdobramentos, responsabilidades e impactos para os públicos envolvidos na região.

O que você pensa sobre esse conjunto de fatos e sobre as relações entre instituições financeiras, advogados e autoridades? Deixe seu comentário com suas opiniões, perguntas e perspectivas para entender melhor o cenário que se desenha na Bahia.

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