Quem é o delegado da PF que livrou Flávio Bolsonaro e foi detido por furto

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo curto – Um delegado da Polícia Federal foi detido em Recife após ser flagrado tentando furtar um carpaccio de trufas negras, avaliado em cerca de R$ 300, dentro do Shopping RioMar, no bairro do Pina. O caso foi registrado como furto em estabelecimento comercial e gerou abertura de um inquérito, além de um procedimento disciplinar na PF. O episódio reacende questões sobre o histórico do servidor, que já tem ligações com a família Bolsonaro e atuação em casos envolvendo o Senado.

O fato ocorreu na quarta-feira, 8, quando Erick Ferreira Blatt, de 50 anos, foi abordado por seguranças do shopping ao ser visto pegando o vidro de carpaccio de trufas negras e colocá-lo no carrinho. Imagens das câmeras mostram o momento em que, após se sentar na área da padaria e mexer no celular, ele escondeu o item no bolso da bermuda. Em seguida, Blatt passou pelo caixa pagando apenas por outros produtos, deixando o carpaccio para trás. O delegado foi então conduzido à Delegacia de Boa Viagem, onde prestou depoimento e a ocorrência foi registrada como furto em estabelecimento. A PF informou que instaurou um inquérito para apurar os fatos.

Paralelamente ao inquérito policial, Blatt passou a responder a um procedimento disciplinar aberto pela Corregedoria da Polícia Federal, conforme comunicado da própria instituição. Até o momento da última atualização, não havia manifestações públicas da defesa do delegado. A such consultação indica que a PF está tratando o episódio com o mesmo rigor com que conduz investigações de conduta funcional, buscando apurar eventuais irregularidades administrativas que possam acompanhar o incidente.

O histórico de Blatt no serviço público também é trazido à tona para contextualizar o caso. O delegado já ocupou cargos de direção na Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), no Rio de Janeiro, e atuou em investigações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em 2020, Blatt conduziu um inquérito que apurava suspeitas de falsidade ideológica eleitoral nas declarações de bens de Flávio Bolsonaro, diligência que acabou arquivada. A relação com a família Bolsonaro é mencionada como parte do trajeto profissional do servidor, com reportagens destacando encontros e posicionamentos anteriores.

Segundo a imprensa, Blatt já havia mantido contatos com o então deputado Jair Bolsonaro para pautas da categoria e chegou a ser fotografado ao lado dele no Congresso. A associação entre o delegado e membros da família presidencial, bem como a atuação em casos de alta relevância política, é citada em análises sobre possíveis impactos de conflitos de interesse e uso de recursos públicos. Em paralelo, relatos veiculados pelo jornal O Globo destacam que Blatt, segundo uma representação apresentada, teria autorizado o pagamento de cerca de R$ 34,2 mil a sua então namorada para fornecer cestas de café da manhã a associados, o que críticos apontam como violação de regras da entidade e de princípios de gestão de recursos.

A soma de eventos — o crime em área de varejo, a resposta institucional da PF, o histórico de atuação política e as alegações de condução de recursos — alimenta um debate sobre integridade, confidencialidade e ética entre autoridades, especialmente em um momento em que o país acompanha investigações envolvendo figuras públicas. A PF garante que investiga o episódio com a devida atenção, enquanto a defesa do delegado não se manifestou publicamente até a última atualização.

Diante de tudo, a cidade acompanha o desdobramento com expectativa, entendendo que a apuração deve trazer transparência aos fatos e esclarecer como eventuais vínculos com cliques políticos podem influenciar decisões profissionais. O caso também desperta reflexões sobre como instituições lidam com condutas de seus próprios agentes, especialmente quando se trata de figureheads que já ocuparam posições de liderança em entidades representativas. A comunidade jurídica e a sociedade civil aguardam novos desdobramentos e a conclusão dos procedimentos, que devem indicar se houve violação de normas penais ou administrativas.

Convido você, leitor, a compartilhar sua opinião sobre a importância da ética e da responsabilidade de autoridades públicas diante de situações como essa. Como você avalia a atuação de órgãos de controle diante de episódios que envolvem funcionários de alto nível? Deixe seu comentário abaixo e participe da conversa. A sua visão pode abrir espaço para um diálogo mais crítico sobre confiança, processos internos e padrões de conduta no serviço público.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Figueiredo diz que Ramagem deve ser solto “o mais brevemente possível”. Vídeo

Resumo curto: Alexandre Ramagem, deputado federal cassado e figura associada aos bolsonaristas, foi preso nos Estados Unidos pelo Serviço de Imigração e Controle...

Cinco meses antes da prisão, Ramagem disse estar “seguro” nos EUA com “anuência do governo”

Um ex-deputado federal brasileiro, Alexandre Ramagem, foi detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE) após ter sido...

Indicados ao TCU terão parecer favorável em comissão, diz relator

TCU: Sete deputados disputam vaga; relator aponta parecer favorável e sabatina já marcadaResumo: o relator dos candidatos ao Tribunal de Contas da União,...