Corrupção Eleitoral e Organização Criminosa: Uldurico Júnior pode responder por até cinco crimes após ação da PF

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A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, a Operação Colligatio para investigar ligações entre o ex-deputado estadual e candidato à prefeitura de Teixeira de Freitas e lideranças de facções criminosas no sul da Bahia, com indícios de que ele buscaria vantagens eleitorais no pleito municipal de 2024. A ação, em sigilo, envolve buscas, apreensões e a análise de documentos, apontando para uma possível aliança entre o político e organizações criminosas na região.

Entre os alvos está Uldurico Júnior, cuja candidatura já era tema de investigações. A PF indica que o político seria elemento central de uma rede capaz de articular apoio com as facções que atuam no sul da Bahia — incluindo integrantes da Facção Gueto, que atua dentro do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas, e do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), grupo que domina o Presídio de Eunápolis — para buscar vantagem no pleito municipal de 2024. As evidências, segundo a instituição, incluem contatos reiterados com detentos custodiados em unidades prisionais da Bahia, registrados por meio de interceptações autorizadas pela Justiça e monitoramento de visitas.

Além dele, a operação mira um ex-diretor de uma das unidades prisionais citadas, acusado de facilitar as articulações entre o candidato e lideranças das facções. O nome dele não foi divulgado pela PF, mas fontes da investigação apontam que ele já respondeu a processos administrativos internos por desvio de função. Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes previstos no Código Penal e na Lei Eleitoral, incluindo corrupção eleitoral, organização criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva, bem como eventual ligação com o tráfico de drogas dentro das facções, caso haja vínculo com o crime organizado.

Entre os materiais apreendidos, estão celulares, notebooks, tablets, dispositivos de armazenamento externo, documentos físicos e digitais, além de veículos de luxo. A análise também abrange anotações manuscritas, agendas e indícios de transferências financeiras atípicas. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Teixeira de Freitas e Salvador, com diligências ainda em andamento.

As autoridades destacam que as investigações tiveram origem em informações encaminhadas pelo Ministério Público da Bahia e pela Corregedoria-Geral de Justiça do TJ-BA. A partir dessas informações, foram identificados contatos entre o candidato e detentos, o que levou à adoção de medidas de investigação mais contundentes.

Se comprovadas, as acusações incluem:
corrupção eleitoral (artigo 299 do Código Eleitoral), organização criminosa (Lei 12.850/2013), corrupção ativa (artigo 333 do CP) e corrupção passiva (artigo 317), além de eventual ligação com o tráfico de drogas dentro das facções, caso haja vínculo com o crime organizado. A PF não descarta novas imputações à medida que avançam as diligências.

A operação tramita sob sigilo judicial, e novas informações devem sair apenas com o progresso das investigações. A PF também solicitou dados bancários e fiscais do ex-deputado para os últimos dois anos, visando mapear possíveis fluxos de financiamento irregular da campanha. A instituição aguarda que o material recolhido passe por perícia detalhada antes de qualquer deliberação formal.

Em nota, a Polícia Federal ressaltou que as diligências seguem em curso e que a operação Colligatio representa um marco no combate à infiltração do crime organizado nas eleições municipais da Bahia, destacando a importância de agir de forma atuante para proteger o processo democrático na região.

A apuração envolve autoridades locais e federais, mostrando a vigilância contínua sobre quem ocupa cargos públicos e como redes de apoio ilegal podem influenciar o resultado eleitoral. O impacto desse episódio é observado pelos moradores da região sul da Bahia, que aguardam novos desdobramentos e mais clareza sobre possíveis vínculos entre política e crime organizado na cidade de Teixeira de Freitas.

E você, leitor, o que pensa sobre esse caso e os caminhos que as investigações podem seguir? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre como fortalecer a lisura do processo eleitoral na nossa cidade.

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