Novos Detalhes da Operação Colligatio: PF aponta Uldurico Júnior como peça central de esquema com facções criminosas Gueto e PCE

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A Polícia Federal deflagrou a operação Colligatio, movendo a pauta de segurança pública no sul da Bahia para investigar a possível articulação entre o ex-deputado federal Uldurico Júnior, hoje candidato à Prefeitura de Teixeira de Freitas, e lideranças criminosas para influenciar as eleições municipais de 2024. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Teixeira de Freitas e em Salvador, com apreensão de celulares, notebooks e dois veículos. O caso tramita sob sigilo, e as diligências continuam para aprofundar as evidências já recolhidas.

Os trabalhos da PF atingiram endereços ligados ao ex-parlamentar, localizados na Rua Visconde de Abaeté, no bairro Bela Vista, e no Condomínio Alfa Ville, além de pontos em Salvador. A investigação indica a existência de uma rede que, segundo apurações, buscaria articular apoio com facções criminosas para fortalecer a campanha e viabilizar vantagens ilícitas no processo eleitoral.

A PF descreve Uldurico Júnior como peça central do esquema, com indícios de ligações a lideranças de facções atuantes no sul da Bahia. Entre as evidências, constam endereços ligados ao ex-parlamentar e ao ex-diretor do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas. Em diligências, foram apreendidos dois veículos: Ford/Ranger XLTC, placa RZT-0E20 (Teixeira de Freitas), e Chevrolet/Tracker T, placa RDB-0F71 (em nome do ex-diretor). Além disso, aparelhos celulares, notebooks e dispositivos de armazenamento foram recolhidos para perícia.

A investigação aponta uma possível aliança com a Facção Gueto, que atua no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas, e com o Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), grupo dominante no presídio de Eunápolis. Segundo a PF, o objetivo seria garantir vantagem indevida no pleito municipal, possivelmente por meio de promessas de benefícios a detentos ou familiares, ou até mesmo pela interferência na gestão prisional caso seja eleito.

Caso as suspeitas se confirmem, os envolvidos poderão responder por um conjunto de crimes previstos no Código Eleitoral e na legislação penal, incluindo:

Corrupção eleitoral (art. 299 do Código Eleitoral);
Organização criminosa (Lei 12.850/2013);
Corrupção ativa (art. 333 do Código Penal);
Corrupção passiva (art. 317);
Associação para o tráfico (caso haja vínculo com o tráfico dentro das facções).

O andamento está sob sigilo judicial. A PF informou que as diligências seguem e que o material apreendido passará por perícia aprofundada. A operação Colligatio é apresentada pela autoridade como um marco no combate à infiltração do crime organizado nas eleições municipais da Bahia.

Nossa equipe acompanha o caso e seguirá informando sobre novos desdobramentos. A situação levanta debate sobre como fortalecer a lisura eleitoral e a atuação das autoridades diante de possíveis interferências do crime na política local. Compartilhe sua opinião nos comentários: como você avalia a resposta das instituições diante de casos que envolvem eleições e organizações criminosas na sua região?

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