A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), afirmou durante entrevista no programa Bahia Notícias no Ar, da Rádio Antena 1 Salvador, nesta quarta-feira (15), que planeja fazer uma “dobradinha” de votos com o deputado federal Diego Coronel (Republicanos) para as eleições de 2026. A declaração reforça a importância do atual acordo entre as lideranças do PSD e do Republicanos em meio a ajustes políticos no estado. Bastos também comentou sobre a sua atuação em três cidades da Bahia onde, segundo ela, compartilha votos com Coronel, evidenciando uma estratégia regional de captação de apoios para o pleito que se aproxima.
Na fala à emissora, a deputada descreveu como funciona esse alinhamento em três municípios. Em cada um deles, ela e Diego Coronel aparecem em cenários distintos de apoio eleitoral, sempre com o objetivo de ampliar influência e manter o ritmo da campanha. Em um deles, o prefeito decidiu manter a convivência com Coronel e afirma estar à vontade para seguir com a dobradinha. Em outro, o prefeito vota com Jerônimo Rodrigues—nome já conhecido no ciclo governista—e com os senadores do mesmo grupo, mas reconhece o trabalho que Coronel desenvolveu no município, o que amplia a complexidade das coalizões locais.
Ivana Bastos ressaltou que não houve perseguição dentro do partido e que respeita as decisões dos apoiadores. “Não tem caça às bruxas, não existe isso. A gente tem se respeitado muito. Então é uma decisão que deu certo”, resumiu aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes. A fala indica uma governança interna mais flexível, em que frentes distintas podem convergir para objetivos comuns, mesmo com diferenças entre siglas.
O contexto desemboca em uma rearrumação maior na política baiana com a saída do PSD do senador Angelo Coronel da base governista. Ele confirmou a própria saída e o rompimento com o grupo que comanda a chapa majoritária para o pleito deste ano, que tende a ter Jerônimo Rodrigues como candidato à reeleição ao Palácio de Ondina, Jaques Wagner buscando a cadeira no Senado e o ex-governador Rui Costa figurando como outra opção para a Câmara Alta. A troca de aliados evidencia a complexa costura entre partidos e o desejo de manter o controle político em diferentes frentes, inclusive com a participação de nomes que já atuam na máquina estadual.
A presidente da AL-BA explicou que a dobradinha com Coronel não é apenas uma estratégia local, mas parte de um equilíbrio regional que busca consolidar força eleitoral em diferentes municípios. A leitura estratégica envolve manter contatos com prefeitos e lideranças regionais, adaptando-se aos ventos políticos que sopram na Bahia, onde as alianças costumam mudar conforme as composições de cada eleição. Em síntese, a tensão atual reforça que a política local permanece dinâmica, com pactos que podem oscilar entre apoio a candidatos de diferentes frentes, sempre com a mira de ampliar a presença parlamentar e governista no estado.
Como tudo isso impactará as disputas de 2026 ainda está por se desenhar. O que se sabe é que Ivana Bastos insiste na cooperação com Coronel em moldes que devem ser testados nos próximos meses, enquanto Anglos Coronel sinaliza um afastamento definitivo do PSD, abrindo espaço para novas combinações. O mapa político da Bahia parece, aos poucos, redefinir-se, com possíveis mudanças de alianças que podem alterar o cenário de eleitores, votos e governabilidade.
E você, leitor, o que acha dessas articulações entre PSD, Republicanos e demais forças na Bahia? As dobradinhas nacionais influenciam o que acontece no nível local ou as decisões ficam restritas aos municípios? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o futuro político da Bahia para 2026 e além.
