Resumo: a Comissão de Defesa do Consumidor e Relações de Trabalho da Assembleia Legislativa da Bahia aprovou, nesta quarta-feira (15), a convocação de audiência pública para debater a implantação do Kiss & Fly no Aeroporto de Salvador. O objetivo é entender o novo modelo de controle de acesso que prevê cobrança de motoristas que ultrapassarem 10 minutos na área de embarque/desembarque, além de discutir, com a VINCI Airports, possíveis ajustes de tarifas e impactos econômicos para motoristas de aplicativo e usuários do terminal.
A iniciativa foi anunciada pela comissão, liderada pelo deputado Júnior Muniz, que enfatizou a importância de ouvir os responsáveis pela gestão do aeroporto. Entre os convidados está Julio Ribas, CEO da VINCI Airports, para esclarecer os valores e os tempos do sistema implantado no terminal, bem como discutir o eventual aumento de tarifas, incluindo tarifas de hangaragem e outros encargos cobrados pela concessão.
O Kiss & Fly tem como finalidade controlar o tempo de permanência de veículos na área de meio-fio do aeroporto. Conforme o projeto, motoristas que excederem os 10 minutos passam a ser cobrados. Essa medida gerou críticas de usuários e de motoristas de aplicativo, que questionam o tempo estipulado e os impactos práticos no dia a dia de quem utiliza o serviço do aeroporto.
Para o presidente da comissão, o debate também deve abordar o possível prejuízo para quem atua buscando e levando passageiros no Terminal. A cobrança do Kiss & Fly ainda não teve valor definido pela concessionária, que informou que a cobrança entrará em vigor a partir de junho deste ano.
No lançamento do sistema, Ribas mencionou a criação de um espaço destinado a motoristas de aplicativo nas proximidades da Av. Caybé, mas não indicou a data de inauguração. A audiência busca esclarecer como funciona a cobrança, quais serão as tarifas adicionais e de que forma essa implementação afetará a mobilidade na área externa do aeroporto.
Especialistas destacam que o objetivo do Kiss & Fly é tornar o fluxo de veículos mais previsível e reduzir o tempo de espera na área de embarque. Porém, a medida também levanta dúvidas sobre custos adicionais para usuários, além de possíveis efeitos indiretos na geração de renda de quem trabalha com serviços de transporte ligando passageiros ao Terminal. A comissão reforça a necessidade de transparência, critérios de cobrança e prazos de implantação, que ainda permanecem sujeitos a discussões.
A população da cidade tem motivo para acompanhar de perto esse assunto, que envolve eficiência operacional, custos diretos para usuários e impactos no emprego regional. O que você pensa sobre a cobrança por tempo de permanência no Kiss & Fly do Aeroporto de Salvador? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe do debate sobre mobilidade e tarifas que afetam moradores e visitantes.

