Manifestantes ocupam a Paulista em protesto pelo fim da escala 6×1. Veja vídeo

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Resumo: Manifestantes tomaram as ruas de São Paulo para defender mudanças na jornada de trabalho, em meio à tramitação de uma PEC que visa reduzir a carga semanal para 40 horas sem corte salarial, enquanto o governo encaminha o texto ao Congresso sob regime de urgência constitucional.

Na Avenida Paulista, próximo à Faculdade Cásper Líbero, o ato reuniu movimentos sociais e lideranças de esquerda. Bandeiras e cartazes marcaram a manifestação, que seguiu pela Rua da Consolação com o apoio de slogans em defesa da pauta trabalhista. A Polícia Militar acompanhou todo o percurso, garantindo a segurança dos participantes e o fluxo na região central.

No âmbito legislativo, o relator da PEC que trata do fim da escala 6×1, deputado Paulo Azi, apresentou parecer favorável à admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Nessa etapa, os parlamentares avaliam apenas a constitucionalidade da proposta, sem entrar no mérito do conteúdo apresentado.

O cenário ganhou contorno com a confirmação de que o governo enviou ao Congresso, no dia 14 de abril, um projeto de lei concomitante que também propõe alterações na jornada de trabalho. O texto prevê reduzir a carga semanal de 44 para 40 horas e estabelecer o teto de até 8 horas diárias, mantendo salários e pisos intactos.

Entre as inovações, o projeto estabelece duas folgas semanais consecutivas, com preferência para sábados e domingos. Em setores que exigem funcionamento contínuo, como saúde, comércio e segurança, a organização das folgas pode ficar a cargo de acordos coletivos. Nesses casos, deve-se assegurar que, pelo menos uma vez a cada três semanas, o descanso coincida total ou parcialmente com o fim de semana.

Em meio ao debate, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou ao presidente da Câmara, Hugo Motta, que o envio do projeto será feito em regime de urgência constitucional, o que acelera a tramitação no Legislativo. A expectativa é de que a matéria avance com maior celeridade, exigindo dos parlamentares análise cuidadosa sobre constitucionalidade e eventual impacto setorial.

À medida que a pauta avança, a observação pública se divide entre quem vê na reforma uma oportunidade de modernizar a legislação e quem teme complicações práticas na implementação. O debate permanece aberto, com a agenda centrada em conciliar produtividade, competitividade e proteção aos trabalhadores. A sociedade é chamada a acompanhar as votações de perto e a participar do debate, contribuindo com opiniões e perguntas sobre o equilíbrio entre eficiência e bem?estar no mercado de trabalho brasileiro.

E você, o que acha da mudança proposta? Deixe seu comentário, compartilhe sua visão sobre como a jornada de trabalho pode impactar o dia a dia das famílias e da economia. Sua participação enriquece o debate público e ajuda a construir uma leitura mais clara sobre o tema.

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