PF prende ex-deputado Uldurico Júnior por suposto esquema ligado à fuga de detentos na Bahia
Resumo rápido: A Polícia Federal prendeu preventivamente o ex-deputado federal Uldurico Júnior, apontado como núcleo de um esquema com facções criminosas para facilitar a fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, em dezembro de 2024. A ação ocorreu em um hotel na Praia do Forte, na região metropolitana de Salvador, e as investigações do Ministério Público da Bahia indicam vínculos entre política, criminalidade e dinheiro, com diligências em Teixeira de Freitas, Eunápolis e Salvador.
A prisão teve caráter preventivo e foi realizada em um hotel na Praia do Forte, distrito turístico da região metropolitana de Salvador. Uldurico Júnior foi encaminhado à sede da Polícia Federal e permanece à disposição da Justiça. As investigações seguem em Teixeira de Freitas, Eunápolis e Salvador, com novos mandados e buscas em endereços ligados ao caso, além de análises de provas obtidas até o momento.
Guarajuba, na área rural de Camaçari, foi palco de apreensões significativas durante as ações da PF. Entre os itens recolhidos estão dois aparelhos iPhone 13, um branco, possivelmente de uso pessoal de Uldurico, e um vermelho, cuja propriedade ainda não foi confirmada, mas com fortes indícios no inquérito. Também foi localizada uma Toyota Hilux SW4 branca, placa GIE 7C49, registrada em nome da Fenix Empreendimentos, empresa ligada à irmã da esposa do ex-deputado. Além disso, havia R$ 6.150,00 em espécie encontrados no bolso da calça do suspeito durante a abordagem.
Entre os itens que chamaram a atenção está uma carta escrita pelo próprio Uldurico Júnior. Segundo apurações, o documento contém denúncias contra figuras da política baiana, incluindo o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, e cita uma suposta ligação entre o ex-parlamentar e grupos criminosos atuantes em presídios do sul da Bahia. A carta também detalharia o suposto esquema de fuga e faria menções de enriquecimento ilícito ligado a uma pessoa de Itanhém, além de conter ameaças veladas a adversários políticos. A Polícia Federal não confirmou o conteúdo integral do texto, mantendo o sigilo sobre as investigações.
A investigação aponta que, além da Hilux apreendida, Uldurico Júnior seria proprietário ou teria à disposição outros veículos, incluindo uma Ford Ranger e um Chevrolet Tracker. A prática teria sido acompanhada por recebimento de presentes de autoridades locais; uma caminhonete de luxo Dodge Ram teria sido entregue por um prefeito da região, segundo as investigações. Esses elementos ajudam a sustentar a linha de apuração de que há uma ligação entre figura política e facções criminosas que atuam na região sul da Bahia.
Conforme o Ministério Público da Bahia, o ex-parlamentar é investigado por suposta participação em uma rede que negociaria o recebimento de cerca de R$ 2 milhões para intermediar a fuga em massa ocorrida em dezembro de 2024. Entre os fugitivos está Ednaldo Pereira de Souza, conhecido como Dada, líder do Primeiro Comando de Eunápolis, grupo com atuação regional e suposta conexão com o Comando Vermelho. Investigações indicam que Dada estaria no Rio de Janeiro, coordenando ações criminosas na região.
Em Eunápolis, a prisão também alcançou circunstâncias locais. Um suspeito conhecido na cidade, identificado como Cley, teria mantido ligações com o ex-deputado e disputado eleições anteriores. O Gaeco apresentou na Delegacia Territorial de Eunápolis um simulacro de pistola, mas não ficou claro se a apreensão está diretamente ligada às ações da operação. Até o momento, não houve manifestação oficial de procurados ou de Uldurico Júnior através de representantes.
A Polícia Federal não revelou novo posicionamento oficial sobre o conteúdo da carta apreendida, alegando sigilo nas investigações. A equipe de reportagem continua acompanhando os desdobramentos e as próximas ações da PF no caso, que envolvem diversas frentes em diferentes cidades da região.


Como leitura final, a história traça um quadro de tensão entre política, moradora região e organizações criminosas atuantes no sul da Bahia. Obras de investigação, apreensões e depoimentos devem avançar com o ritmo de operações da PF, reforçando o peso das ligações entre poder público e atividades criminosas. O episódio também desperta debates sobre transparência, segurança pública e atuação do Ministério Público na condução de investigações de alta complexidade.
Fique atento aos desdobramentos: novas informações devem trazer mais detalhes sobre a extensão das ligações entre políticos locais, empresários e facções. Queremos ouvir você: na sua cidade, que impactos você enxerga quando casos assim ganham visibilidade nacional? Deixe seu comentário com sua opinião e perguntas para entender melhor esse tema.

