Mortes no trânsito caem 4% no estado de SP, mas crescem 21% na capital

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Mortes no trânsito em São Paulo caem no estado, mas sobem na capital, aponta Infosiga

Resumo rápido: dados do Infosiga, platforma de monitoramento do Detran, mostram que em março de 2026 o estado de São Paulo registrou queda de mortes no trânsito em comparação com março de 2025, enquanto a capital teve aumento significativo. No estado foram 503 óbitos contra 527 em 2025; na capital, 95 mortes em março de 2026 frente a 78 em março de 2025. O quadro revela que pedestres continuam entre as vítimas mais vulneráveis, com elevação de números tanto no estado quanto na cidade. Em atropelamentos, o conjunto estadual soma mais de 3,6 mil ocorrências em 2025, com 406 mortes; carros lideram a participação entre os veículos. A prefeitura aponta medidas para tornar as vias mais seguras, incluindo faixas de pedestres, áreas de redução de velocidade e fiscalizações contínuas. Este panorama é acompanhado de relatos de moradores que destacam a vulnerabilidade em vias como a Avenida Teotônio Vilela e a Rua Vergueiro.

Em março de 2026, o estado registrou 503 mortes no trânsito, ante 527 no mesmo mês de 2025, refletindo uma queda de 4,6%. Já na capital, o número de óbitos aumentou: foram 95 em março de 2026, frente a 78 em março de 2025, o que aponta crescimento de 21,8% no município.

O raio-X dos atropelamentos aponta que as pedestres continuam sendo as principais vítimas. Em 2025, houve 3.606 atropelamentos com 3.956 pedestres atingidos, resultando em 406 mortes, 354 feridos graves e 3.290 feridos leves. A participação de veículos mostra que automóveis estiveram envolvidos em 1.484 ocorrências, seguidos por motos com 1.163, ônibus com 479, bicicletas (112) e caminhões (79).

Entre os dias da semana, a sexta-feira foi o período com maior registro de atropelamentos de pedestres na capital — 597 casos. Em média, 11 pessoas eram atingidas por dia de sexta no ano anterior. O início da noite, entre 18h e 19h59, representa o intervalo mais crítico, respondendo por quase 15% do total de acidentes da capital.

Dentre as vias com maior número de atropelamentos, a Avenida Senador Teotônio Vilela lidera a lista, conectando Interlagos a Parelheiros, na zona sul, mantendo-se como foco de incidentes no ano passado. Em seguida aparecem a Marginal Tietê, a Estrada do M’Boi Mirim, a Estrada de Itapecerica, a Avenida do Estado e outras vias de grande fluxo.

Galeria de imagens

Raio-X de atropelamentos

Mais de 400 pedestres morreram no trânsito das ruas de São Paulo no ano passado, segundo dados do Infosiga, do Detra n. A análise revela padrões de horários, dias e locais com maior incidência desses acidentes.

No total de 2025, foram 3.606 atropelamentos, com 3.956 pedestres atingidos. Desse conjunto, 406 resultaram em óbitos, 354 em ferimentos graves e 3.290 em ferimentos leves.

A maior parte das ocorrências envolveu automóveis — 1.484 casos — seguidos por motos, com 1.163. Ônibus somam 479, bicicletas 112 e caminhões 79.

Na capital, a sexta-feira foi o dia com maior número de atropelamentos de pedestres, somando 597 casos. Em média, 11 pessoas eram atropeladas às sextas-feiras no ano passado. O período de maior risco ocorre logo ao início da noite, entre 18h e 19h59.

Locais onde o risco é maior

A Avenida Senador Teotônio Vilela, que liga Interlagos a Parelheiros, figura entre as vias com maior número de atropelamentos na capital. A lista, publicada pelo portal, traz ainda a Marginal Tietê, Estrada do M Boi Mirim, Estrada de Itapecerica, Avenida do Estado e outras vias de grande fluxo.


Via – Atropelamentos

  1. Avenida Senador Teotonio Vilela – 41
  2. Marginal Tietê – 37
  3. Estrada do M’Boi Mirim – 33
  4. Estrada de Itapecerica – 31
  5. Avenida do Estado – 28
  6. Avenida Sapopemba – 27
  7. Avenida Celso Garcia – 27
  8. Avenida Marechal Tito – 24
  9. Rodovia Fernão Dias (BR 381) – 24
  10. Avenida Inajar de Souza – 23

A travessia na Teotônio Vilela é lembrada como área de alto risco. Moradores relatam que os motoristas cruzam sinais vermelhos com frequência, e que mesmo a travessia na faixa pode ser perigosa. A pedagoga Luciana Veiga, 51 anos, recorda quase ter entrado para as estatísticas; a avó do marido faleceu numa faixa de pedestres há anos após um atropelamento por moto.

Recomendação descumprida

A prefeitura mantém um manual que orienta a instalação de uma faixa de pedestres a cada 100 metros para facilitar travessias seguras. No entanto, há trechos onde a orientação não é seguida, inclusive na Rua Vergueiro, que corta a Vila Mariana. Entre a Rua Diderot e a Avenida Prefeito Fábio Prado restam apenas uma faixa que atravessa a via ao longo de 820 metros, mesmo com comércios, academias e serviços em ambos os lados. A travessia segura fica distante para quem precisa cruzar com pressa ou em horários de pico.

O que diz a prefeitura

Em resposta, a prefeitura afirma ter implementado medidas para ampliar a segurança no trânsito. Entre elas estão áreas calmas com velocidade máxima de 30 km/h, Rotas Escolares Seguras, redução de velocidade em vias, ampliação do tempo de travessia, implantação de mais de 10 mil faixas de pedestres, travessias elevadas, minirrotatórias e o Programa Operacional de Segurança em locais com maior índice de acidentes.

Segundo o município, o Plano de Metas prevê tempo integral nas passagens de pedestres semaforizadas em vias com canteiro central, além das Frentes Seguras, que criam boxes de espera para motos na frente dos semáforos, aumentando a visibilidade entre pedestres e veículos. A CET afirma que fiscaliza diariamente toda a extensão da Teotônio Vilela e que, desde dezembro de 2024, foram implementadas duas novas travessias semaforizadas — na altura da Rua São Roque do Paraguaçu e no cruzamento com a Avenida Dona Belmira Marin.

No que diz respeito às motocicletas, as infrações mais comuns envolvem desrespeito ao sinal vermelho e circulação sobre calçadas. Até 12 de março de 2026, a CET já havia lavrado 221 autuações a motos em fiscalizações manuais. Na Rua Vergueiro, a prefeitura garante que será instalado semáforo e uma nova faixa de pedestres junto à Rua Paulo Figueiredo para melhorar a travessia.

A prefeitura também informou que motoristas de ônibus passam por treinamentos obrigatórios de direção defensiva e prevenção de acidentes, como parte das ações para reduzir a gravidade das ocorrências.

Para quem transita pela cidade, as mudanças representam um esforço contínuo de reorganizar o espaço urbano em favor da segurança de pedestres e motoristas. O que você acha das medidas em vigor? Como você vê o equilíbrio entre mobilidade, fluidez do trânsito e segurança viária na sua região? Compartilhe sua opinião nos comentários e sugira eventuais melhorias com base na sua experiência cotidiana.

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