O pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, esclareceu o uso dos “cogumelos mágicos” os quais citados em mensagens vazadas na última semana. Em entrevista ao programa Linha de Frentem da Rádio Antena 1 Salvador, nesta quinta-feira (16), o presidenciável afirmou que realizou uma “microdosagem”, visando aguçar a criatividade para escrever um artigo.
“A microdosagem que você citou são as pessoas que fazem o uso pra aumentar o desempenho delas, não só criativo, mas desempenho de trabalho. Eu, por exemplo, quando eu tomei, eu fiz essa microdosagem, eu precisava escrever artigos pra nossa revista e funcionou super bem, eu fiquei super produtivo, uma coisa boa pra trabalhar. Boa parte da galera, inclusive na Faria Lima, faz uso disso. Sim, eu já experimentei, e o que as pessoas não vão ver é eu dando uma de político mentiroso”, afirmou Renan Santos.
Segundo o pré-candidato, o uso da substância possui benefícios comrpovados, principalmenet no combate à ansiedade e depressão. Durante entrevista, Renan também relembrou a situação do canabidiol, componente extraído da cannabis, e defendeu que o Sistema Único de Saúde (SUS) faça uma “utilização controlada”.
“Essa discussão envolve não só o uso medicinal dapsilocibina [substância encontrada em cogumelos], mas também o canabidiol, que pode ser utilizado, por exemplo, por enfrentamento da epilepsia. Começou a ser debatido e eu acho isso legal pra caramba. Acho que eu gostaria de ver esse tipo de substância sendo usada de maneira controlada no SUS. Eu acho que são opções que a gente tem de tratamento que podem ser muito úteis pro mal que acomete especialmente os mais jovens, que é o mal da depressão e o mal da ansiedade”, defendeu Renan Santos.
Imagem: Reprodução / Metrópoles
POLÍTICA NA BAHIA
Renan Santos afirmou que foi procurado por lideranças políticas da Bahia em busca de apoio, mas disse que não pretende avançar nessas articulações neste momento. Segundo ele, houve “conversinhas”, porém sem desdobramentos.
“Já teve umas conversinhas assim, mas eu não tô levando muito à frente, porque eu não acredito nesse jogo. Se eu precisar fazer esse jogo, quer dizer que o meu projeto é ruim”, declarou.
Renan afirmou que sua estratégia na Bahia não passa, inicialmente, por alianças políticas, mas pela difusão do próprio projeto. Ele disse que pretende percorrer o estado, repetindo o modelo adotado em outras regiões. “Eu vou chegar, vou fazer igual eu fiz, vou rodar a Bahia inteira, e eu vou bater em quem precisa e vou elogiar quem precisa elogiar”, disse.
O pré-candidato também indicou que não pretende fazer distinção partidária nas críticas ou elogios. “Se tiver uma boa iniciativa numa cidade no interior da Bahia de um prefeito que é do PSD, eu vou elogiar. E se eu precisar bater num cara do PSD, do PT, eu vou bater”, afirmou.De acordo com Renan, o objetivo é influenciar o debate político a partir de
propostas próprias e de um “sistema de valores”. Ele defendeu que eventuais apoios só devem ocorrer após outros candidatos demonstrarem alinhamento com suas ideias. “Como o meu projeto é melhor, eu quero ver, antes de tudo, candidatos a governo endossando minhas propostas”, disse.
O pré-candidato também citou experiências em outros estados, como o Maranhão, ao afirmar que sua atuação tem provocado reações de adversários. Apesar disso, ressaltou que não busca confronto direto. “Não quero brigar com ninguém, eu só quero falar real e apresentar nosso projeto”, concluiu.
Confira a entrevista completa:

