Pedreiros que mataram italiano foram contratados um dia antes do crime

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Resumo rápido: Orazio Giuliani, pastor italiano de 80 anos, foi morto durante a reforma de uma igreja em São Sebastião (DF). A dupla de pedreiros contratada para o serviço é apontada como autora do latrocínio, após uma sequência de furtos na obra, o sumiço da vítima e um carro incendiado. Câmeras de segurança e investigações indicam planejamento, com familiares defendendo que a distância entre o que foi dito e o que ocorreu pode ter sido provocada por barreiras de comunicação.

A história começa com a decisão de Orazio de erguer uma igreja social na região. Ele comprou o terreno há uma década e, aos poucos, a construção avançava. A família contesta a ideia de que o italiano tenha sido imprudente; pelo contrário, descreve-o como alguém pontual e cuidadoso. Maria Lourdes de Souza, viúva de Orazio, recorda que o casal mora no Jardim Botânico, no Distrito Federal, e que a obra era motivo de orgulho. A pesquisa aponta que o italiano contratou os dois pedreiros após serem solicitados na sexta-feira (10/4), com a promessa de pagar uma diária, e concordou que voltariam no dia seguinte para continuidade.

Segundo relatos da família, no sábado (11/4) o idoso desapareceu após ver nos circuitos de câmeras que um dos trabalhadores ficava muito tempo deitado e ouvir relatos de um vizinho sobre o comportamento suspeito. Maria Lourdes afirma que, pouco antes de desaparecer, Orazio sugeriu pagar apenas metade da diária, o que para ela pode ter gerado tensão entre as partes. Thiago Jatobá, enteado, aponta ainda que a dificuldade do italiano em falar português pode ter contribuído para mal-entendidos que antecederam o crime. A família também descreve que o pastor tinha uma fé forte e um compromisso com a comunidade local.

Detalhes do crime indicam que Orazio saiu de casa na manhã de sábado (11/4) e não retornou. Ao chegar à chácara, a esposa encontrou sinais de arrombamento, sangue no chão e uma dentadura no interior do imóvel. Câmeras registraram a saída de dois homens por volta das 21h, com o veículo prata da vítima, um Peugeot 206, sendo visto deixando o local em alta velocidade. O automóvel foi encontrado incendiado em uma área de mata. Há relatos de que o sistema de segurança foi desativado durante a ação, o que alimenta a hipótese de premeditação.

Antes de contratar os novos pedreiros, a família confirmou quatro furtos ocorridos na obra. O italiano chegou a impedir que alguém levasse materiais, travando uma betoneira no concreto. Um trabalhador anterior, que usava tornozeleira eletrônica, teria sido demitido após denúncias de irregularidades envolvendo o negócio na obra. Em seguida, Bruno Cruz de Araújo, chamado de “Coveiro”, e Leonardo Conceição de Araújo passaram a trabalhar no local e logo foram presos sob acusação de latrocínio (roubo com morte) e ocultação de cadáver. A investigação aponta que o crime pode ter sido fruto de uma sequência de ações articuladas para subtrair e silenciar a vítima.

A família de Orazio segue de perto o andamento do caso. Maria Lourdes revela que, desde o sumiço, tem buscado apoio médico para lidar com o abalo emocional. Em meio à dor, a viúva afirma que a justiça terrena é esperada, mas confia que haja também um desfecho divino que traga paz à memória do companheiro. A Embaixada da Itália está oferecendo suporte à família, que aguarda a liberação do corpo para providenciar o velório, com a ideia de dignificar a memória de Orazio no Brasil. O pastor italiano deixa três filhos, netos e um bisneto, nascido há três meses, destacando o legado familiar que permanece.

Detalhes do crime

  • Orazio Giuliani saiu de casa na manhã de sábado (11/4) e não retornou, levando a esposa a iniciar buscas.
  • Ao chegar à chácara, a vítima encontrou sinais de arrombamento, sangue no chão, uma corda manchada e a dentadura caída no interior do imóvel.
  • O Peugeot 206 prata foi visto deixando o local por volta das 21h e foi encontrado incendiado em área de mata.
  • Câmeras registraram a presença de dois homens no interior do imóvel, e o sistema de segurança foi desligado durante a ação, sugerindo premeditação.

Furtos também foram relatados na obra, o que levou Orazio a reforçar a segurança do local. A dupla de pedreiros permanece sob investigação, e a família aguarda respostas oficiais para entender todas as circunstâncias que cercam a tragédia. Em meio ao luto, a comunidade local busca respostas e justiça para que o legado de Orazio Giuliani seja lembrado com a devida dignidade.

Para encerrar, a notícia deixa claro que a busca por justiça envolve não apenas os procedimentos legais, mas também o respeito à memória de Orazio Giuliani. A cidade de São Sebastião, os familiares e a comunidade italiana na região aguardam desfechos que tragam tranquilidade aos próximos dias, com a esperança de que a verdade seja plenamente revelada e que haja dignidade no despedimento do pastor que tanto ajudou a construir uma obra social no país.

E você, leitor, o que pensa sobre a forma como casos de violência contra figuras públicas são apurados? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e participe da discussão sobre justiça, memória e respeito às trajetórias de quem se dedicou a servir a outras pessoas.

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