A Polícia Federal aponta graves falhas de governança no Banco de Brasília (BRB) envolvendo operações com o Banco Master, bem como uma atuação, em tese, convenientemente favorecida pela alta administração. A investigação resultou na prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Monteiro, suspeitos de facilitar pagamentos de propina por meio de ativos avaliados em grandes montantes. De acordo com as apurações, imóveis de luxo foram usados para pagar propina, com valores que somam 146,5 milhões de reais, dos quais 74,6 milhões teriam sido efetivamente pagos. A crise é tida como a mais grave da história do BRB, e a nova gestão dialoga sobre medidas de contenção, transparência e recuperação da credibilidade da instituição diante do mercado e da população local.
Conforme as investigações, já havia constatações de inconsistências relevantes nas carteiras ofertadas pelo Master ao BRB, segundo as informações trazidas pela PF. Em meio a esse cenário, as aquisições teriam sido aceleradas, com flexibilizações procedimentais e pressão para liquidação rápida, em aparente desprezo aos controles prudenciais, conforme trecho da decisão do ministro do STF, André Mendonça. As conversas entre os protagonistas ajudam a compor a narrativa de uma gestão que privilegiou operações de alto risco sem consolidar salvaguardas básicas do sistema financeiro.
A decisão judicial autorizou a prisão de Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Monteiro, suspeitos de operacionalizar pagamento de propina por meio de seis imóveis de luxo avaliados em 146,5 milhões de reais, com 74,6 milhões efetivamente pagos, conforme informações da Polícia Federal. A ordem foi cumprida na manhã de quinta-feira, (16/4), integrando as investigações que também apontam caminhos de irregularidades internas. Costa foi afastado da presidência do BRB em novembro de 2025, durante a primeira fase da operação Compliance Zero. A PF identificou ainda operações que somam 12,2 bilhões de reais em carteiras falsas do Master, originadas de uma empresa de fachada chamada Tirreno.
O BRB enfrenta a maior crise de sua história. A nova administração busca soluções para manter a liquidez e a operação estável, incluindo a tentativa de obter empréstimo de 6,6 bilhões de reais junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a um consórcio de bancos. Paralelamente, a instituição estuda a venda de carteiras de crédito consideradas saudáveis por 4 bilhões de reais à vista, como forma de recompor o caixa e reduzir riscos. Analistas observam que o desfecho poderá exigir ajustes adicionais na governança e no desenho regulatório, impactando a confiança do mercado e o equilíbrio financeiro da instituição.
Este episódio lança um debate importante sobre governança pública, responsabilidade institucional e os impactos diretos na cidade e nos moradores. Como você avalia a atuação de autoridades e da gestão do BRB diante de esse conjunto de denúncias e decisões? Quais efeitos você prevê para a economia local nos próximos meses? Compartilhe sua leitura, opiniões e perguntas para enriquecer o diálogo público sobre transparência, controle e recuperação econômica.

