Justiça condena 39 por tráfico que movimentou R$ 108 milhões

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A Justiça de Minas Gerais condenou, nesta semana, cerca de 40 pessoas investigadas na Operação Anthill, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, Ficco, em Uberlândia. A sentença aponta uma organização criminosa de alta estrutura, ligada ao tráfico interestadual de drogas, à lavagem de dinheiro e ao comércio ilegal de armas, com atuação em Minas Gerais, no Mato Grosso do Sul e em outros estados.

Segundo a decisão, o grupo atuava de forma “sistemática e habitual” no transporte de entorpecentes entre Mato Grosso do Sul e o Triângulo Mineiro, usando rotas definidas, empresas de fachada e uma divisão interna de funções que incluía núcleos de fornecimento, coordenação, transporte, distribuição, apoio e financeiro.

As investigações apontaram a movimentação de cerca de R$ 108,9 milhões e o transporte de aproximadamente 540 quilos de pasta base de cocaína, estimados em R$ 37,3 milhões.

Na decisão, o magistrado afirmou que havia “uma logística robusta, com uso de veículos, imóveis e empresas criadas de forma fraudulenta para ocultar recursos ilícitos”. “O crime é grave, o grupo criminoso era numeroso, com núcleos bem definidos, além de ser bem equipado. A atividade criminosa é cotidiana e ininterrupta”, registrou o juiz.

A sentença traz ainda a condenação de dezenas de acusados, com penas que variam de 6 a 26 anos de prisão, em regimes fechados ou semiabertos, conforme o papel de cada um na organização. A lista completa dos condenados foi apresentada pela Justiça, com decisões que refletem a gravidade do esquema e a responsabilização individual de cada elemento envolvido.

Além das prisões, a Justiça determinou o perdimento de bens ligados ao esquema, incluindo veículos de luxo, imóveis em Uberlândia e Caldas Novas, bem como aparelhos celulares utilizados na logística do grupo. Os ativos são destinados ao patrimônio público, conforme o entendimento de que recursos ilícitos devem ser recolhidos pela União.

A operação Anthill foi deflagrada em 19 de março de 2024, e, ao todo, cumpriu 31 mandados de prisão preventiva e 48 de busca e apreensão em cidades mineiras, com atuação também em Mato Grosso do Sul, Goiás e Rio de Janeiro. Cerca de 250 policiais participaram da ação, resultando na prisão de 37 pessoas, sendo nove em flagrante, além do bloqueio de aproximadamente R$ 150 milhões. O nome da operação remete a uma formiga que trabalha de forma organizada, refletindo a estrutura hierarquizada do grupo investigado.

Os desdobramentos indicam que o esquema se apoiava em uma logística bem arquitetada, com caminhos definidos, contas e veículos usados para manter a rede operando de maneira contínua. A comunidade jurídica ressalta a importância de ações firmes como essa para coibir o crime organizado, proteger o ganho público e desencorajar atividades ilícitas em toda a região.

Interessado no tema, o leitor pode deixar sua opinião nos comentários: você acredita que a atuação da Justiça deve ser ainda mais rigorosa para desmantelar organizações desse tipo? Quais impactos sociais e econômicos você observa quando operações desse porte chegam às cidades e bairros?

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