PM estagiária que atirou e matou Thawanna é promovida a soldado

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Policial que matou mulher em abordagem é afastada; colega é promovido durante investigações em São Paulo

Resumo objetivo: em Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, Thawanna da Silva Salmazio, 31 anos, foi baleada durante uma abordagem de policiais militares no dia 3 de abril. A soldado Yasmin Cursino Ferreira, 21 anos, que estava em estágio supervisionado, foi afastada e responde a inquéritos. Em 17 de abril, Yasmin foi promovida, oficialmente, a Soldado PM, o que gerou questionamentos sobre o andamento da carreira durante a apuração do incidente. A investigação envolve as polícias Civil e Militar e envolve imagens de câmeras corporais, laudos periciais e depoimentos de testemunhas.

O caso tem origem no cumprimento de uma abordagem no bairro Cidade Tiradentes. Yasmin Cursino Ferreira, que entrou para a Polícia Militar em novembro de 2024 e tomou posse em janeiro de 2025, estava em estágio supervisionado quando ocorreu o disparo contra Thawanna. Segundo a PM, o curso de formação tem duração de dois anos e é dividido entre formação básica, treinamento específico em unidades operacionais e estágio supervisionado, com atuação prática em diferentes regiões do estado. A corporação informou que Yasmin não utilizava câmera corporal na ocasião.

O episódio gerou desdobramentos importantes. A SSP informou que as circunstâncias são apuradas com prioridade pelas polícias Civil e Militar, com acompanhamento das corregedorias, e que as imagens das câmeras corporais e os laudos periciais já integram a investigação. A linha de apuração envolve atuação policial no local, uso de arma, conduta durante a abordagem e a resposta de atendimento médico à vítima.

Além do controle interno, Yasmin foi afastada das funções após o ocorrido. A família de Thawanna e moradores da região também acompanharam o desenrolar do caso, que é registrado no 49º Distrito Policial (São Mateus) como resistência em algumas versões da primeira apuração, enquanto outros apontam como homicídio em circunstâncias ainda investigadas. A promotoria e as corregedorias fizeram buscas de registros e depoimentos para esclarecer a linha do tempo da abordagem e o momento do disparo.

No âmbito da formação, a PM explicou que o estágio supervisionado faz parte do curso de dois anos de preparação para a carreira de policial. Yasmin havia sido aprovada no concurso em novembro de 2024 e tomou posse em janeiro de 2025, com o estágio previsto para consolidar as competências técnicas e técnicas de abordagem, além da prática operacional. A corporação ressaltou não ter utilizado câmeras corporais durante a ação, o que também é objeto de análise pela corregedoria e pela Polícia Civil.

A divulgação de imagens de câmeras de segurança e de algumas entrevistas com moradores e testemunhas reforçou o debate sobre preparo de profissionais, comunicação durante abordagens e a qualidade de atendimento médico em área de atuação da Polícia Militar. Em paralelo, moradores realizaram protests nas imediações, com barricadas e tentativa de incêndio em objetos, levando a ações de mobilização do Corpo de Bombeiros e do choque. As autoridades destacaram que as investigações seguirão com diligência para esclarecer responsabilidades e cronologias.

Leitores que acompanham esse caso podem refletir sobre os desafios da formação de novos policiais, a importância de equipamentos de registro, como câmeras corporais, e a necessidade de respostas rápidas por serviços de emergência durante incidentes críticos. Acompanhem as atualizações oficiais para entender as conclusões dos inquéritos e as medidas administrativas cabíveis. Compartilhe nos comentários sua opinião sobre o que você considera essencial para prevenir ocorrências semelhantes e como a cidade pode lidar com esse tipo de situação com mais transparência.

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