Meta prevê rodada de demissões em massa para 20 de maio

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Meta anunciou uma rodada inicial de demissões em massa em 2026, programada para 20 de maio, cortando aproximadamente 8.000 vagas — cerca de 10% de sua força de trabalho global. A medida integra uma reforma orientada pela inteligência artificial, com a empresa buscando simplificar estruturas, reduzir camadas de gestão e acelerar a adoção de IA em toda a organização.

A Meta empregava cerca de 79.000 pessoas até 31 de dezembro, segundo seu último registro público. A direção ressalta que o foco é realocar talentos para áreas de alto impacto, especialmente aquelas vinculadas ao desenvolvimento de IA, mantendo a atuação de negócios centrais como Facebook e Instagram.

A empresa planeja novas demissões no segundo semestre, embora ainda não tenha definido datas ou o tamanho exato dos cortes subsequentes. O movimento aponta para um ajuste contínuo da estrutura corporativa conforme a companhia investe pesado em IA e reduz a dependência de camadas administrativas, buscando maior eficiência operacional.

Como parte da reconfiguração, a Meta reorganizou equipes da divisão Reality Labs e criou uma organização dedicada à “IA aplicada”, encarregada de acelerar o desenvolvimento de agentes de IA capazes de programar software e executar tarefas complexas de forma autônoma. A mudança reflete a aposta da empresa em IA como motor central de produtos e operações.

Alguns funcionários devem ser transferidos para a Meta Small Business, unidade criada no mês anterior, conforme a reestruturação. A estratégia é concentrar talentos onde a empresa vê maior potencial de impacto, equilibrando cortes com realocações que preservem a capacidade de atender clientes e manter a presença de negócios-chave.

Apesar do retrabalho de pessoal, a Meta permanece firme em investir centenas de bilhões de dólares em IA, com planos de remodelar seu funcionamento interno para explorar esse campo de forma mais integrada. O cenário atual difere do vivido em 2022, quando a empresa enfrentou uma onda de ajustes para alinhar as expectativas de crescimento.

Naquele período, a Meta passou por uma ampla reorganização que resultou no corte de cerca de 21.000 funcionários, marcado como o “ano da eficiência”. Hoje, a empresa aparece em posição financeira mais estável, com o foco na IA como eixo de crescimento e na simplificação de estruturas para sustentar ganhos de produtividade.

Como você enxerga esse movimento de cortes e o peso da IA na estratégia de uma gigante de tecnologia como a Meta? Deixe seu comentário com opiniões, perguntas ou previsões para o futuro da empresa e do setor de tecnologia.

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