Resumo: pesquisas divulgadas na última semana mostram um cenário desafiador para o presidente Lula, com Bolsonaro ganhando terreno em várias frentes e surgindo numericamente à frente em cenários de segundo turno. Dados do Datafolha e da Genial/Quaest indicam uma tendência de crescimento do pré-candidato da direita desde dezembro de 2025, com variações por gênero, renda, região e religião. A conjuntura é acompanhada de alta rejeição a Bolsonaro em alguns segmentos e de avaliação crítica ao governo, que busca medidas para conter impactos econômicos e sociais.
O panorama geral, conforme a leitura dos recortes, aponta que o avanço de Flávio Bolsonaro é mais acentuado entre homens e eleitores de renda mais baixa, ao passo que Lula já começa a perder espaço nesse grupo. A leitura da pesquisa sustenta que a tendência observada ao longo dos meses se mantém, ainda que com margens de erro, refletindo uma disputa acirrada pelo apoio de eleitores que costumam definir o pleito em estágios finais da campanha.
Gênero No recorte por gênero, as variações são expressivas. Entre mulheres, Lula recuou de 53% para 47%, enquanto Flávio subiu de 35% para 43%. Entre homens, Flávio saltou de 37% para 49%, enquanto Lula caiu de 49% para 43%. Mesmo com esse movimento, Lula continua na frente entre o público feminino, e Bolsonaro supera Lula entre homens, sinalizando um eixo de batalha bastante definido no eleitorado.
Renda No grupo com até dois salários mínimos, Lula caiu de 55% para 50%, e Bolsonaro subiu de 32% para 41%. Já na faixa de 2 a 5 salários mínimos, Lula oscilou dentro da margem de erro, caindo de 47% para 43%, enquanto Flávio subiu de 40% para 48%. Esses recortes ajudam a explicar a dinâmica de apoio em camadas de renda mais sensíveis a pressões econômicas e programas sociais.
Regiões Nordeste manteve Lula na liderança, mas caiu de 63% para 60%; Bolsonaro subiu de 24% para 32%. No Sudeste, Lula caiu de 48% para 42%, enquanto Flávio avançou de 38% para 49%, evidenciando uma mudança de equilíbrio em uma das áreas mais eleitorais do país e com maior peso econômico.
Religião Entre católicos, Lula caiu de 58% para 51% e Flávio subiu de 31% para 41%, mantendo Lula à frente, porém com recuperação do bolsonarismo entre esse segmento. Entre evangélicos, Flávio consolidou a liderança, com alta de 11 pontos, de 50% para 61%, enquanto Lula caiu de 37% para 30%, reforçando o papel da religião na composição do voto.
Cenário O contexto aponta que, na época em que Bolsonaro ainda não havia formalizado oficialmente sua candidatura, as disputas internas se acirravam, com o surgimento de candidaturas da chamada “terceira via” por parte de governadores e a avaliação de aliados do PT de que a atual gestão enfrenta dificuldades provocadas por preços de alimentos elevados e endividamento familiar. O Executivo, por sua vez, atua para conter impactos da guerra no Oriente Médio e reduzir dívidas das famílias, enquanto observa o efeito de alianças políticas na trajetória eleitoral.
Rejeição Em relação à rejeição, observa-se crescimento de desaprovação a Bolsonaro em vários segmentos. Entre mulheres, a rejeição a Lula subiu 6 pontos, e a de Flávio aumentou 10 pontos, chegando a 47%. Até dois salários mínimos, a rejeição a Lula subiu 5 pontos, e a de Flávio teve o maior aumento, indo a 47%. No intervalo de 2 a 5 salários mínimos, Lula oscilou para 52% e Bolsonaro subiu 7 pontos. Regionalmente, Nordeste mostrou maior rejeição a Flávio do que a Lula, enquanto no Sudeste oscilou próximo da margem de erro para ambos. Entre católicos, Lula viu a rejeição subir 5 pontos e Bolsonaro 8 pontos; entre evangélicos, Lula continua fortemente rejeitado em média de 61%, com Bolsonaro em 31%.
A seguir, uma galeria com imagens que acompanhavam a cobertura, destacando momentos de campanha, lideranças e debates que moldaram o período analisado. (Galeria com imagens de alta resolução, disponível para visualização e lightbox.)
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