Eleição em MG: para Ben Mendes, Cleitinho e Simões não são de direita. Vídeo

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Belo Horizonte – Ben Mendes, pré-candidato do movimento Missão-MG, se posiciona como o único nome de direita realmente competitivo ao governo de Minas e dispara críticas aos seus adversários, incluindo Mateus Simões, Cleitinho Azevedo e Romeu Zema. Em entrevista ao Metrópoles, o político enfatiza que o seu programa e a sua visão são de direita, enquanto acusa os oponentes de fingirem alinhamentos para ganhar apoio. Mendes também questiona a viabilidade de alianças com figuras do espectro político que, para ele, distorcem o eixo ideológico da campanha mineira.

No centro de sua fala, Mendes afirma que não vê um plano claro de governo por parte de Simões e critica a forma como o atual governo tem conduzido a gestão estadual. O pré-candidato do partido ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) sustenta que, ao longo do mandato, Simões já testou políticas que, na avaliação dele, não correspondem a uma linha de direita. Além disso, acusa o Senado Cleitinho de não representar fielmente esse espectro político, atribuindo-lhe resistência dentro de siglas partidárias que, segundo ele, não apoiam políticas alinhadas com seus princípios.

Um dos focos das críticas de Mendes recai sobre a gestão da capital mineira. Segundo o pré-candidato, desde que o atual governador Mateus Simões assumiu o governo, houve um movimento de transferir a capital para cidades do interior — Uberlândia, Ipatinga, Ubá, Pouso Alegre, Poços de Caldas e Diamantina — sob a justificativa de redistribuir recursos, mas para Mendes essa prática parece ter servido mais a propósitos de propaganda do que a uma política séria de longo prazo. Ele questiona quem estaria arcando com as diárias e custos dessa operação, sugerindo desperdício de recursos públicos.

Sobre Zema, Mendes faz críticas diretas: afirma que o ex-gestor abandonou a segurança pública, abrindo espaço para a atuação de facções criminosas vindas de outros estados. Em seu diagnóstico, essa fragilidade institucional compromete a capacidade do estado de manter a ordem e de proteger moradores e trabalhadores que dependem da atuação estatal. A partir desse argumento, Mendes defende uma linha de governo mais firme na área de segurança pública e menos permissiva com atos considerados prejudiciais ao bem-estar da população mineira.

Ao falar de Cleitinho, Mendes sustenta que o senador não é de direita e que isso gera resistência dentro do que ele chama de “PL Bolsonarista” em Minas. O pré-candidato diz que Cleitinho, ao votar com a esquerda em pautas populistas, mostra uma posição que não condiz com uma agenda de direita consolidada. A visão de Mendes é de que o voto deve seguir compromissos explícitos e previsíveis, algo que ele afirma não ocorrer nos posicionamentos do colega do Senado.

“O PL Bolsonarista está rejeitando o Cleitinho justamente por isso, porque o Cleitinho não é de direita. O Cleitinho tem como principal parceiro político o André Janones, que é o ícone do PT. O Cleitinho já votou e vota o tempo todo junto com a esquerda em pautas populistas porque o Cleitinho não quer fazer o que na medicina nós fazemos, que é dar o remédio amargo em troca de curar o paciente”, afirmou Ben Mendes.

Apesar de manter uma relação próxima com Cleitinho, Mendes ressalta que o senador, ao adotar posições que agradam a diferentes blocos, tende a se justificar publicamente dizendo que segue caminhos que não são estritamente de direita nem de esquerda. Segundo o pré-candidato, o que se espera de um governante é fidelidade às pautas que o eleitores apoiaram, e não a uma alternância constante de alinhamentos, que ele vê como falta de previsibilidade.

Em outra frente de críticas, Mendes volta a atacar Simões ao afirmar que o governador tem viagens ao longo do mandato que, na avaliação dele, refletem uma busca por visibilidade institucional em detrimento de resultados tangíveis. Já em relação a Zema, o tom é de alerta: segundo o pré-candidato, Minas precisa de uma liderança que priorize a segurança pública, reduza desperdícios e fortaleça as instituições, em vez de promover ações que, em sua leitura, favorecem interesses próprios em detrimento da população.

A entrevista também traz um retrato de como Ben Mendes pretende conduzir o debate público até as próximas eleições, com foco em propostas claras, consistentes e alinhadas ao que ele classifica como direita moderna de Minas. O debate político local já revela tensões entre propostas de gestão, alianças estratégicas e a visão de futuro para o estado, com a arena mineira vivenciando um momento de acirramento político e de definições importantes para o eleitor.

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Assim como os demais temas que compõem o cenário político mineiro, o debate entre Mendes e os adversários tende a se intensificar à medida que as eleições se aproximam. A expectativa é de que novas entrevistas e posicionamentos apareçam, trazendo à tona propostas, críticas e defesa de programas para Minas Gerais. O eleitor tem diante de si uma pauta que envolve segurança pública, uso de recursos públicos, alinhamentos partidários e a visão de futuro para o estado, com promessas que vão ao encontro de diferentes espectros ideológicos.

Para quem acompanha o cenário de Minas, fica claro que o período será marcado por discussões sobre legitimidade, previsibilidade nas ações políticas e a forma como cada candidato pretende lidar com questões centrais da vida cotidiana, como a segurança, a gestão financeira do estado e o papel do governo no interior. A decisão está próxima, e o momento é de avaliar propostas, histórico parlamentar e credibilidade de cada líder com base em fatos e resultados.

E você, leitor — qual proposta de governo mineiro você acha mais alinhada com as necessidades do estado? Deixe sua opinião nos comentários. Sua participação enriquece o debate e ajuda a mapear caminhos para Minas Gerais melhorar ainda mais.

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