Justiça do RJ determina internação de adolescente que armou do estupro coletivo

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou a internação de um adolescente envolvido em um estupro coletivo ocorrido em Copacabana. A medida inicial prevê seis meses sem atividades externas, com o objetivo de favorecer a ressocialização do jovem e a preservação da ordem pública na cidade.

O caso aconteceu em um apartamento de Copacabana, em 31 de janeiro deste ano. A vítima, uma jovem de 17 anos, foi atraída até o local por um colega da escola, também menor de idade. Ao chegar, ela encontrou cinco suspeitos e foi trancada em um quarto, enquanto os homens teriam forçado relações sexuais e submetido a vítima a violências física e psicológica graves.

A decisão foi proferida pela juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e da Juventude da Capital. Na decisão, a magistrada destacou a gravidade da infração e a falha da rede familiar em prover limites adequados, justificando o recurso a uma medida extrema que busca a ressocialização do jovem e a proteção da ordem na cidade. A análise levou em conta a violência empregada e o funcionamento de um possível planejamento por parte do adolescente, incluindo a emboscada à vítima com quem mantinha relação afetiva.

Além do adolescente, o grupo é composto por outros quatro jovens:
Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos; João Gabriel Xavier Berthô, 19 anos; Mattheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos; e um segundo adolescente cuja identidade não foi divulgada. A linha de investigação indica que todos participaram do estupro praticado contra a vítima.

A Justiça também considerou o depoimento da vítima como elemento central para a caracterização do crime, ressaltando que, em crimes sexuais, a palavra da vítima tem especial relevância, especialmente quando há pouca possibilidade de testemunha presente no local. A decisão de internação visa, segundo a magistrada, assegurar a proteção da comunidade local e promover a reinserção social do adolescente em conflito com a lei.

A Agência Brasil informou que, após repercussão do caso, a Polícia Civil recebeu denúncias de duas adolescentes que também relatam ter sido violentadas pelos mesmos suspeitos. Segundo o delegado Angelo Lages, da 12ª Delegacia de Polícia, os casos ocorreram em outubro de 2023 e em outubro de 2025 e estão em investigação, ampliando a rede de atuação dos envolvidos.

Fonte de referência para o caso, a imagem divulgada pela imprensa mostra os acusados vinculados ao episódio em Copacabana. O conjunto de informações reforça a necessidade de resposta firme das autoridades para evitar a reincidência e proteger jovens vulneráveis na cidade.

Relembrando o que aconteceu, a vítima foi atraída para um local na região de Copacabana por um colega, ainda menor de idade, e ao chegar houve a suposta participação de quatro homens que teriam forçado relações sexuais, além de violência física e psicológica severa. As autoridades indicam que novas investigações já apontam para a relação entre os acusados e outros incidentes ocorridos anteriormente, fortalecendo a compreensão de um padrão de violência institucional e social.

A internação do adolescente busca não apenas a responsabilização imediata, mas a criação de condições para a recuperação e a prevenção de novos casos. A decisão ressalta a importância de redes de proteção e de uma atuação contínua da Justiça na região, com foco na segurança de jovens e na integridade da cidade como um todo.

Se você tem opiniões ou perguntas sobre esse caso, compartilhe nos comentários. Como leitor, qual é a sua visão sobre a eficácia de medidas de internação para adolescentes em conflito com a lei e a proteção das vítimas na Copacabana? Opine e participe da discussão.

Acusados de estuprar uma jovem de 17 anos no Rio de Janeiro
Acusados de estuprar uma jovem de 17 anos no Rio de Janeiro — Divulgação

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