Pai de Ana Paula Renault assistia BBB da UTI: “Fazia questão dela lá”. Veja vídeo

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Resumo: Morreu aos 96 anos o ex-político Gerardo Renault, pai de Ana Paula Renault, participante do BBB 26. Mesmo internado, ele acompanhou a trajetória da filha pelo Globoplay, na UTI. O velório ocorreu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e o sepultamento está previsto para o Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte. A carreira pública de décadas e a relação familiar ganharam destaque na cobertura da perda.

De acordo com o governador de Minas Gerais, Mateus Simões, o ex-político não abriu mão de acompanhar o reality show, mesmo internado. “Ele ficava sintonizado no Globoplay para que pudesse, na UTI, assistir aos episódios”, contou o governador, ressaltando o momento simbólico para a família. Simões destacou que Gerardo Renault, além de sua vida pública, foi lembrado pela dedicação à filha, em uma época em que o papel de pai ganha significado especial.

Despedida à distância também ganhou contornos emocionais para Ana Paula. A participante optou por permanecer no BBB 26 após ser informada da morte do pai, decisão que, segundo Simões, refletia o desejo dele. “Eu fico triste por ela, mas ela sabe que está onde o pai gostaria que ela estivesse”, afirmou o governador, reconhecendo a distância como desafio para a família nesse momento.

Gerardo Renault morreu no domingo (19/4), aos 96 anos. Ele estava internado desde o dia 3 de abril no Hospital Felício Rocho, na região centro-sul de Belo Horizonte, com quadro de confusão mental associado à desidratação e infecção urinária. A causa oficial da morte não foi divulgada. O velório ocorreu no salão nobre da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na manhã desta segunda-feira (20/4). O sepultamento está marcado para as 16h30, no Cemitério do Bonfim, na região noroeste da capital.

Quem foi Gerardo Renault

Gerardo Henrique Machado Renault nasceu em Belo Horizonte (MG) e teve uma longa trajetória na política. Foi vereador de Belo Horizonte em 1951 e, posteriormente, deputado estadual de Minas Gerais entre 1967 e 1979. Em seguida, exerceu mandato como deputado federal de 1979 a 1983. Em ambos os cargos, foi eleito por Arena, partido de apoio à ditadura militar. Mesmo após a atuação pública, manteve uma presença marcante no Legislativo mineiro, presidindo o Instituto de Previdência do Legislativo de Minas Gerais desde 1991.

A figura pública de Gerardo foi, para a imprensa e para a família, marcada pela convivência entre a vida pública e o afeto familiar. O governador lembrou que, apesar de ter exercido papéis de destaque na política, Gerardo Renault passou a ser visto, nos últimos anos, como o pai de Ana Paula, uma percepção que enfatiza o valor humano da relação familiar. Como afirmou o próprio Simões em tom de lembrança, “Dr. Gerardo foi uma figura importante na política, mas passou a ser reconhecido como pai da Ana Paula. Tem gente que pode achar que isso é perder importância, mas, para um pai, isso é ganhar importância”.

Esta repercussão trouxe à tona o perfil de Gerardo Renault como uma figura pública que, no fim da vida, ganhou uma dimensão humana mais profunda, associando seu legado político ao papel de pai dedicado. A família e as autoridades mineiras reconhecem tanto a atuação pública quanto o afeto que o cercava, consolidando uma memória que mescla serviço público e vínculos familiares fortes.

Para leitores que acompanham a cena política de Minas e a cobertura de celebridades ligadas a reality shows, o caso reforça a ideia de que bastidores da vida pública muitas vezes entrelaçam momentos de intimidade familiar. A história de Gerardo Renault, marcada por décadas de atuação legislativa, revela um homem que atravessou fases distintas da sociedade mineira, mantendo-se próximo da própria casa, dos amigos e da família.

Que esta notícia sirva para refletir sobre o papel das figuras públicas além do cargo que ocuparam. Compartilhe nos comentários suas impressões sobre como a imprensa retrata vínculos familiares de personalidades públicas e qual é o impacto de essa dimensão humana passar a ocupar o centro da narrativa jornalística.

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