Resumo: um fundo administrado por Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master, investiu aproximadamente R$ 45,5 milhões em uma empresa que detém o direito de uso de uma ilha no município de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador. A RC Participações, Assessoria e Consultoria Empresarial S.A. comprou, em julho de 2023, o direito de ocupação da ilha por R$ 1,3 milhão. A ilha, com cerca de 10 mil metros quadrados, oferece praia privada, piscina, sauna, quadra esportiva, área para eventos e um heliponto, conforme a coluna de Milena Teixeira, do portal Metrópoles.
De acordo com a publicação, a RC Participações foi criada em novembro de 2022 com capital social de R$ 100 e, três meses depois, em janeiro de 2023, foi adquirida pelo Falcon Fundo de Investimento, conforme contrato de compra de ações. Ao longo de 2023, o fundo realizou aportes que somam R$ 45,5 milhões na empresa, que, por sua vez, passou a deter o direito de ocupação da ilha.
O Falcon pertence ao fundo Haena 808, administrado pela Reag, instituição sob suspeita de atuar em conjunto com o Banco Master na estruturação de operações investigadas. Dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), enviados à CPI do Crime Organizado, indicam que Augusto Lima era o único cotista do Haena 808 no período entre março de 2023 e dezembro de 2025.
Fontes ouvidas pela coluna afirmam que a ilha teria sido adquirida por Augusto Lima do empresário Eduardo Valente. Segundo relatos, o executivo promoveu uma ampla reforma no local após a compra, com testemunhas afirmando que, após a aquisição, houve mudanças significativas na infraestrutura, llegando a dizer que “praticamente derrubou a ilha e construiu outra”.
Documentos da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) indicam que Eduardo Valente transferiu, em julho de 2023, o direito sobre o heliponto existente na ilha para a RC Participações. Esses dados ajudam a desenhar o mosaico de operações envolvendo ativos imobiliários e instrumentos de investimento na região de Salvador, ressaltando o papel de fundos de investimento e de administradores na gestão de ativos de alto valor.
As informações, apresentadas pela imprensa, destacam uma rede de estruturas de investimento que liga indivíduos, fundos e ativos na região. O caso mostra a importância de acompanhar de perto operações envolvendo fundos de investimento e a atuação de autoridades como a CVM e a ANAC para esclarecer possíveis conflitos de interesse, direitos de ocupação e responsabilidades sobre infraestrutura estratégica na cidade de Candeias e na região metropolitana.
Convido você, leitor, a deixar sua opinião nos comentários. Como você avalia esse tipo de operação envolvendo fundos de investimento, direito de uso de ilhas e transferências de helipontos? Compartilhe suas considerações sobre o impacto para a cidade de Candeias e para a região metropolitana de Salvador.

