Guará: filho que matou mãe com facada no pescoço seguirá preso

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Vinicius de Queiroz Nogueira Dourado, 23 anos, permanece detido após confessar ter tirado a vida da própria mãe, Maria Elenice, de 61 anos, na noite de 20 de janeiro de 2025, em Guará II, no Distrito Federal. A Justiça manteve a prisão preventiva na revisão nonagesimal, argumentando que não há fatos novos que justifiquem a soltura. A defesa sustenta que o jovem vive depressão profunda e pode apresentar inimputabilidade, enquanto o caso aguarda avaliação médica, com um exame de insanidade mental marcado pelo Instituto Médico Legal para junho, diante do atraso no atendimento.

O crime ocorreu na região do Guará II, quando Maria Elenice foi atingida por uma facada no pescoço. Vinicius confessou o homicídio logo após o ocorrido. A avó do acusado descreve o jovem enfrentando uma depressão grave e falha no uso de medicamentos, informações que figuram nos relatos apresentados à Justiça. Em depoimento público, a família relembra que a avó perguntou ao filho, em tom de desespero: “Meu filho, para que você fez isso com a pessoa que mais te ama?”, ao que ele respondeu: “Ah, vó. Foi um surto.” Esses elementos compõem o quadro clínico que a defesa utiliza para pleitear internação em clínica psiquiátrica, em substituição à prisão, conforme o tribunal analisa.

Em janeiro, a defesa requereu a substituição da prisão por internação provisória em clínica psiquiátrica, argumento que foi negado pela Justiça. O juiz Marcos Francisco Batista destacou que não foi apresentado laudo pericial que comprove a inimputabilidade (incapacidade de entender o crime) ou semi-imputabilidade (capacidade reduzida) do réu. Com isso, o processo continua na linha da prisão preventiva, até que novas perícias sejam concluídas e apresentadas aos autos.

Um desdobramento relevante envolve o Instituto Médico Legal (IML), responsável pela realização do laudo de insanidade mental. De acordo com o órgão, não há disponibilidade imediata para atender à demanda, o que provocou a prorrogação do prazo para a realização do exame. Em contextos similares, o tempo para exames de réus presos costuma variar entre dois e três meses, o que acarreta especulações sobre a agilidade do andamento processual e o tratamento médico?judicial adequado para casos de suspeita de transtornos mentais.

A cobertura ressalta ainda a complexidade de casos que envolvem saúde mental e violência familiar, além de apontar que atrasos em perícias médicas podem impactar a rapidez com que a Justiça decide pela continuidade da prisão ou por medidas terapêuticas substitutivas. As decisões até o momento mantêm o foco na responsabilização penal, enquanto a defesa busca caminhos que reconheçam a possível vulnerabilidade mental do acusado.

Como você lê este caso? Acredita que o sistema de saúde mental no âmbito judicial tem condições de acompanhar casos de violência familiar com rapidez e eficácia, ou é preciso reformular prazos e critérios para avaliação? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre justiça, saúde mental e proteção às vítimas na sua região.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

O Rei da Internet: conheça a história real do hacker preso aos 16 anos

O Rei da Internet reconstitui a história real de Daniel Nascimento, um adolescente curitibano que se tornou uma das figuras mais marcantes do...

Celina anuncia Adasa como novo órgão fiscalizador da Neoenergia no DF

Distrito Federal muda a fiscalização de Neoenergia Brasília, transferindo o oversight da Aneel para a Adasa com o objetivo de acelerar o atendimento...

“Um conceito que a cidade abraçou”: Ana Paula Matos afirma que Arraiá da Prefs celebra raízes juninas em Salvador

A Arraiá da Prefs, festa junina promovida pela gestão municipal, chega ao Centro Histórico de Salvador. A vice-prefeita e secretária de Cultura, Ana...