The Wall Street Journal compara o PCC a uma multinacional do crime, destacando uma organização que nasceu em presídios de São Paulo e hoje atua em quase 30 países, com cerca de 40 mil membros e redes que operam tanto nas ruas quanto nos bastidores do tráfico internacional de cocaína.
Segundo a narrativa, o PCC difere de narcotraficantes mexicanos ou milícias locais ao manter um perfil reservado, priorizando riqueza estável em vez de notoriedade. A organização, que nasceu na década de 1990, expandiu-se para uma estrutura transnacional que hoje soma cerca de 40 mil membros.
O texto afirma que o PCC atua em quase 30 países, em todos os continentes, exceto a Antártida, com uma rede de afiliados que sustenta operações de drogas a partir de diferentes territórios e leva cocaína para portos europeus como Antuérpia, Roterdã e Hamburgo.
O artigo evidencia um rígido código de conduta interna e juramentos que, em alguns casos, são realizados por videoconferência, prática que demonstra a formalização da organização mesmo à distância.
Para ampliar alcance, o PCC teria forjado alianças com a Ndrangheta — máfia italiana —, a Yakuza japonesa e gangues da Albânia e da Sérvia, viabilizando o envio de toneladas de drogas para portos europeus, como Antuérpia, Roterdã e Hamburgo.
Sobre os Estados Unidos, a reportagem aponta que autoridades em São Paulo identificaram uma possível “divisão norte-americana” do PCC em seus organogramas. O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou o grupo em 2021 e, em 2024, congelou bens de operadores financeiros ligados à facção. Hoje, autoridades americanas rastreiam indivíduos afiliados ao PCC em Flórida, Nova York, Nova Jersey, Connecticut e Tennessee, com casos de tráfico de armas pesadas e fentanil citados em Massachusetts.
Diante da evolução, policiais e promotores brasileiros discutem a possibilidade de classificar o PCC oficialmente como uma Organização Terrorista Estrangeira, um passo que reconheceria formalmente a ameaça que o grupo representa além de suas fronteiras.
Ainda segundo a publicação, embora a Europa seja o mercado mais lucrativo para a cocaína movida pelo PCC, a facção já é vista como uma força global, com atuação em múltiplos continentes e parcerias estratégicas que fortalecem o tráfico em escala internacional, o que reforça a posição do grupo como potencial maior coletivo criminoso das Américas.
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