A Associação Comercial da Bahia participou, nesta quinta-feira (23), da sessão solene de posse da nova administração do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, realizada em Brasília, marcando o início do biênio 2026-2028. O momento reforça a presença baiana no Judiciário Federal e evidencia o papel ativo do interior na administração pública de nível nacional.
Na cerimônia, tomou posse como vice-presidente o desembargador federal César Jatahy, enquanto a desembargadora Maria do Carmo Cardoso assumiu a presidência do TRF-1 e o desembargador federal Jamil Rosa de Jesus Oliveira foi nomeado corregedor regional da Justiça Federal da 1ª Região. Os dirigentes foram eleitos em sessão plenária realizada em 12 de fevereiro, conforme o regimento interno da Corte.
Para Izabela Suarez, presidenta da ACB, a nomeação de um baiano ao cargo reforça o protagonismo da Bahia. "é sempre muito importante para a Bahia ter juristas com a qualificação de César Jatahy. Nos honra sua trajetória de dedicação e lisura em Brasília," destacou a dirigente.
Em seu discurso de posse, Maria do Carmo Cardoso destacou o caráter histórico do momento ao tornar-se a 21ª presidente do TRF-1 e a segunda mulher a ocupar o cargo. Segundo ela, a Justiça deve ser construída de forma coletiva e não como um conceito abstrato.
“A Justiça que buscamos não é um conceito abstrato que guardamos passivamente; ela é uma obra coletiva, um edifício que levantamos dia a dia com coragem, diálogo e, acima de tudo, ação”, afirmou a magistrada, que relembrou sua trajetória no tribunal ao ingressar pelo quinto constitucional da advocacia e indicou a intenção de manter uma gestão voltada ao diálogo e à solução de desafios estruturais do sistema.
Sediado na cidade de Brasília, o TRF-1 é o maior tribunal regional federal do país, com jurisdição sobre o Distrito Federal e 12 estados, incluindo a Bahia. A atuação da Corte reflete a forma como o judiciário federal se organiza para atender demandas regionais, mantendo a paridade entre preparação técnica, diálogo institucional e responsabilidade com a sociedade.
A posse inaugura um ciclo que, segundo analistas, pode ampliar a participação da Bahia em frentes estratégicas do Judiciário e reforça a cooperação entre o setor público e a comunidade empresarial local, ampliando o impacto de decisões que atravessam fronteiras estaduais. Com o fortalecimento dessas relações, a capital baiana busca ampliar a visibilidade e a influência de suas demandas institucionais no cenário federal.
Convidamos leitores, moradores da região e interessados em justiça e desenvolvimento regional a compartilharem opiniões nos comentários sobre o papel das lideranças regionais no fortalecimento da Justiça e de que forma a atuação da Bahia pode influenciar decisões que moldam o dia a dia das instituções federais. Como você avalia a participação baiana no Judiciário e quais caminhos cabem ser explorados para ampliar a transformação institucional?

