Ex-presidente do BRB contratou ex-ministro de Dilma para sua defesa com objetivo de fazer delação, diz colunista

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Resumo: Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, trocou de defesa para viabilizar uma possível delação premiada, buscando adiantar informações antes de um acordo aberto com o banqueiro Daniel Vorcaro. Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal acompanha a prisão do acusado, em meio a acusações de corrupção e lavagem de dinheiro ligadas a operações envolvendo o Master e a tentativa de compra de empresas vinculadas ao BRB.

Costa decidiu substituir a defesa, oferecendo os serviços do advogado Eugênio Aragão, que atuou como ministro da Justiça no segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff. A informação foi veiculada pela colunista Malu Gaspar, do site O Globo. Fontes próximas ao ex-presidente do BRB apontam que a mudança visa acelerar uma possível delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, reagindo à possibilidade de Vorcaro fechar acordo antes e dificultar o compartilhamento de informações relevantes.

As investigações apontam para corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionadas a propinas recebidas do Master para aprovar compras de carteiras fraudulentas durante o processo de autorização da aquisição do banco de Daniel Vorcaro pelo BRB. Os investigadores identificaram seis imóveis supostamente vinculados às propinas, sendo quatro em São Paulo e dois em Brasília, com valor total estimado em R$ 146 milhões.

Segundo a Polícia Federal, R$ 74,6 milhões teriam sido efetivamente pagos, mas o montante total não foi concretizado porque Vorcaro teve conhecimento da investigação sigilosa aberta pelo Ministério Público Federal para apurar as transações. A revelação sobre o pagamento parcial sustenta o questionamento sobre a extensão das vantagens recebidas e o impacto nas negociações de delação.

Nesta quarta-feira (22), o STF iniciou julgamento virtual na Segunda Turma para confirmar ou rejeitar a manutenção da prisão de Costa. Os ministros André Mendonça e Luiz Fux votaram pela continuidade da detenção, com Mendonça, relator, reiterando os argumentos apresentados na ordem de prisão. O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito para se manifestar sobre o caso, abrindo espaço para eventual deliberação entre os outros membros da corte.

O acompanhamento do caso dentro do cenário jurídico e financeiro revela uma disputa complexa entre defesa, acusação e a gestão de informações confidenciais. A história traz à tona questões sobre delações premiadas, cooperação entre autoridades e a influência de grandes operações de crédito na condução de processos de fusão e aquisição envolvendo instituições bancárias. O desfecho pode impactar decisões futuras, não apenas neste caso, mas em investigações correlatas que envolvem atores importantes do setor financeiro da cidade.

Como você avalia a relação entre delação premiada e a gestão de investigações em casos de alto impacto financeiro? Compartilhe sua visão nos comentários e participe da discussão sobre o papel do STF, da PF e da PGR na fiscalização de operações que envolvem grandes negócios e figuras públicas. Sua opinião enriquece o debate sobre transparência e responsabilidade no radar das autoridades e da sociedade.

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