Um soldado das Forças de Defesa de Israel aparece destruindo uma estátua de Jesus no sul do Líbano, em Debel, a cerca de seis quilômetros ao noroeste de Shtula, em 20 de abril de 2026. A imagem circulou pela internet, provocando condenação de líderes cristãos, a confirmação oficial de autenticidade pela IDF e a promessa de investigação rápida com medidas disciplinares contra os envolvidos. O episódio ocorre em um momento de tensão entre Israel e as comunidades locais da região.
As Forças de Defesa de Israel confirmaram a autenticidade da imagem e disseram que iniciarão uma investigação rápida, aplicando medidas disciplinares aos envolvidos. A foto teria sido tirada na vila de Debel, próxima à fronteira com Israel. A IDF afirmou ainda que vai apoiar os moradores na substituição da estátua destruída e na restauração do local.
O Exército declarou que a conduta do soldado é totalmente incompatível com os valores esperados de suas tropas e que o caso está sendo tratado pelo Comando Norte, com a participação de toda a cadeia de comando. Medidas apropriadas serão tomadas conforme as conclusões da apuração.
No domingo, Gideon Sa’ar apresentou um pedido de desculpas na rede social X à comunidade cristã, dizendo que a ação é vergonhosa e contrária aos valores de Israel; ele afirmou estar confiante de que o IDF tomará as medidas rigorosas necessárias contra o soldado envolvido, bem como contra quem tenha registrado a foto.
O embaixador dos Estados Unidos, Mike Huckabee, elogiou a resposta de Israel, apesar de ter criticado o incidente inicialmente em suas publicações, afirmando que é preciso adotar uma posição firme com consequências rápidas e públicas.
Líderes da região cristã maronita do Líbano condenaram o ocorrido e destacaram que a população, já abalada pela guerra, paga o preço de incidentes que agravam as tensões entre israelenses e as comunidades locais. Eles apontam que o episódio dificulta ainda mais a convivência e alimenta críticas recíprocas entre grupos, incluindo o Hezbollah.
A região cristã de Israel reagiu com cautela: parte do clero que antes incentivava jovens a servir no IDF pode reavaliar essa posição, citando falhas sistêmicas na educação e em lideranças religiosas que, segundo eles, promovem uma visão de hostilidade entre comunidades. Um padre da Ordem Franciscana, que preferiu manter o anonimato, afirmou que em Jerusalém a hostilidade contra cristãos persiste há anos, e que a educação e a retórica de alguns rabinos contribuiriam para esse ambiente. Ele disse ainda que, embora se considere favorável a Israel, agora entende melhor por que cristãos ao redor do mundo veem com reservas o tratamento dado a seus fiéis.
A tensão reflete uma discussão mais ampla sobre memória histórica, respeito religioso e convivência na região. O Exército reiterou que não admite ações que desrespeitem religiões e que continuará promovendo medidas para evitar novos confrontos. A situação evidencia a necessidade de diálogo entre autoridades, líderes religiosos e moradores para impedir que incidentes como esse se tornem padrões. Qual é a sua leitura sobre o ocorrido? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa, ajudando a ampliar o debate sobre o futuro das relações entre as comunidades nesta região.

