Grupo LGBT aciona Abel Braga na Justiça e pede R$ 5 milhões por fala homofóbica

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Grupo Arco-Íris moveu uma ação na 5ª Vara Cível da Regional de Campo Grande, reivindicando indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos contra o ex-treinador Abel Braga. O processo está em andamento e tem como base uma fala proferida durante uma coletiva de apresentação no Internacional, no Rio Grande do Sul. Além do valor indenizatório, a entidade cobra a adoção de medidas educativas voltadas ao combate à discriminação no esporte.

Na peça inicial, o grupo sustenta que a declaração possui caráter discriminatório e ultrapassa os limites da liberdade de expressão, atingindo a população LGBTQIA+. O objetivo é não apenas reparar danos, mas também incentivar políticas de inclusão no meio esportivo, com ações que impactem positivamente torcedores, atletas e equipes da região.

A declaração foi feita em novembro de 2025, segundo a ação, e Abel Braga divulgou uma retratação por meio de nota nas redes sociais no mesmo dia. Em fevereiro, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) sancionou o treinador com cinco jogos de suspensão e uma multa de R$ 20 mil. A decisão reforça a ideia de que condutas discriminatórias no ambiente esportivo costumam ter consequências legais e disciplinares, mesmo quando proferidas em contexto de imprensa ou apresentação pública.

O Grupo Arco-Íris afirma que a fala não apenas atingiu a dignidade de pessoas LGBTQIA+, mas também ampliou um clima de preconceito dentro do futebol, dificultando a participação de diferentes estilos e identidades no esporte. A ação aponta que atitudes assim ultrapassam o limite entre direito de expressão e prática discriminatória, defendendo responsabilidades institucionais para evitar episódios semelhantes no futuro.

O caso levanta uma conversa importante sobre o papel de diretores, técnicos e clubes na promoção de um ambiente esportivo respeitoso e inclusivo. A cobrança de medidas educativas, aliada à reparação financeira, indica uma produção de políticas internas mais fortes que protejam grupos vulneráveis e estimulem boas práticas entre atletas, comissão técnica e torcedores. Em meio a debates sobre diversidade, o episódio pode servir como marco para futuras diretrizes no esporte brasileiro.

E você, leitor, como encara esse episódio? Compartilhe sua visão nos comentários e ajude a refletir sobre como o esporte pode conciliar paixão, responsabilidade social e respeito à diversidade.

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