Professor denunciado por estupro foi tradutor de Libras de Bolsonaro

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Resumo: Sandro dos Santos Pereira, 50 anos, tradutor de Libras que atuou na cerimônia de posse de Jair Bolsonaro em 2019, é acusado de estupro de vulnerável e abuso sexual envolvendo dezenas de alunos surdos. A Prefeitura de São Paulo afastou o professor após denúncias que começaram a chegar ao conhecimento público neste mês. Segundo as informações disponíveis, os episódios teriam ocorrido desde meados de 2022 e durado cerca de três anos, com a primeira vítima tendo 12 anos. As denúncias chegaram a veículos de imprensa e estão sob apuração das autoridades competentes, com participação da Secretaria Municipal de Educação e da rede regional de ensino.

Detalhes do caso indicam que as denúncias começaram em meados de 2022 e se estenderam por aproximadamente três anos. No primeiro episódio, a vítima tinha 12 anos, e só em março deste ano percebeu a gravidade do que acontecia após assistir a uma palestra sobre violência sexual na escola. As informações foram veiculadas pela Rádio BandNews e confirmadas pelo portal Metrópoles.

Sobre a atuação profissional, Sandro era contratado pela rede municipal desde maio de 2019, com atuação direta junto a estudantes com deficiência auditiva. A remuneração, baseada em horas, girava em torno de 6,4 mil reais por mês, em média, e ele participava do planejamento pedagógico, da produção de materiais em Libras e do desenvolvimento de cursos de formação para a rede escolar.

Na época da posse, o intérprete estudava Direito. Segundo relatos, ele foi convidado para a cerimônia pela então primeira-dama Michelle Bolsonaro, que atua na causa, e enviou uma mensagem em Libras para pessoas com deficiência auditiva durante o evento de posse do então presidente. A partir das denúncias, esse panorama foi tema de apuração e de debates sobre a atuação de profissionais da Libras na prefeitura.

A Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que, assim que teve conhecimento do caso, instaurou um processo de apuração interna para verificar os fatos. O professor não integra mais o quadro da Rede Municipal de Ensino, e a Diretoria Regional de Ensino acompanha as investigações junto às autoridades policiais.

Em busca de esclarecimentos, a reportagem tentou contato com as assessorias do ex-presidente Jair Bolsonaro e de Michelle Bolsonaro, sem retorno até a última atualização desta apuração. O espaço permanece aberto para manifestações oficiais das partes envolvidas, enquanto as autoridades seguem com as investigações e providências cabíveis, segundo a SME.

O país assiste a uma discussão importante sobre proteção de estudantes e sobre a atuação de profissionais que trabalham com pessoas com deficiência. Enquanto as investigações avançam, moradores da cidade são convidados a acompanhar os desdobramentos e a manter o debate aberto sobre direitos e garantias de crianças e adolescentes. Compartilhe sua opinião nos comentários, contribuindo com seu ponto de vista para o tema da educação, da proteção de jovens e da atuação de tradutores de Libras no serviço público.

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