Quem é Fernandinho OIG, dono de avião que transportou Motta e Ciro Nogueira

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Resumo: a Polícia Federal identificou Fernandinho OIG como proprietário do avião que transportou o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira, em voo sob investigação. A PF apura se um auditor da Receita Federal cometeu prevaricação e descaminho ao permitir que bagagens do voo entrassem no Brasil sem fiscalização, na noite de 20 de abril de 2025, após retorno de Saint Martin, ilha caribenha descrita como paraíso fiscal desde 2016.

Fernandinho OIG, natural do Maranhão, é fundador e CEO da One Internet Group (OIG), empresa que atua com tecnologia, publicidade digital e plataformas de apostas online. Antes de migrar para o setor digital, ele trabalhou no meio artístico, com produção e gestão de carreira de influenciadores e artistas. A PF aponta o empresário como responsável pelo avião utilizado no transporte de Motta e Nogueira.

O empresário ganhou projeção ao ser associado ao “jogo do tigrinho” (Fortune Tiger), plataforma de apostas amplamente difundida no Brasil. Em novembro de 2024, ele prestou depoimento à CPI das Bets e negou ser o dono da plataforma, afirmando que a OIG está autorizada a operar no país e que atua dentro das regras definidas pelo Ministério da Fazenda.

Coaf e suspeitas financeiras: no mesmo mês, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou um pagamento suspeito de R$ 1,7 milhão da OIG a uma empresa em nome de uma faxineira de São Paulo. A transferência entrou na mira de um inquérito sobre lavagem de dinheiro ligado às apostas, ampliando o escrutínio sobre a atuação da empresa no mercado.

Além de Motta e Nogueira, a PF confirma a presença a bordo dos deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). A lista de passageiros também incluiu o ex-vereador de Teresina Victor Linhares, alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga ligações entre o crime organizado e o setor de combustíveis.

O voo partiu em um avião particular atribuído a Fernandinho OIG, com retorno da ilha de Saint Martin, no Caribe. Segundo a PF, cinco volumes transportados pelo piloto José Jorge de Oliveira Júnior entraram no Brasil sem passar por raio-X na noite de 20 de abril de 2025. O desembarque ocorreu no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Paulo, conforme apuração da polícia.

A investigação aponta ainda que houve uma linha entre o mundo das apostas, o entorno político e operações financeiras, com os órgãos de fiscalização acompanhando o desenrolar de possíveis irregularidades associadas a esse episódio. O caso segue em apuração, com novos desdobramentos esperados à medida que as autoridades cruzam documentos, transações e depoimentos.

E você, qual a sua leitura sobre a relação entre negócios no setor de apostas, figuras públicas e os mecanismos de fiscalização? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como você avalia a atuação de autoridades, empresários e parlamentares nesse tema.

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