Resumo do cenário: a disputa para o Palácio de Ondina na cidade de Salvador pode ir para o segundo turno. A pesquisa Genial Quaest, divulgada pela TV Bahia no dia 29, aponta empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, com Neto em 41% e Jerônimo em 38% das intenções de voto, 12% dos eleitores estão indecisos e 9% pretendem votar em branco ou nulo.
O estudo, encomendado pela TV Bahia, detalha como esse empate se sustenta sob diferentes leituras. No conjunto, Neto aparece à frente em parte dos cenários, mas Jerônimo mantém perspectivas fortes em segmentos específicos, tornando o quadro de fato incerto para o eventual segundo turno.
Entre os eleitores, há diferenças significativas por gênero. Entre os homens, ACM Neto tem 47% das preferências contra 39% de Jerônimo Rodrigues. Entre as mulheres, o resultado fica próximo, com 38% para Neto e 37% para Jerônimo, configurando um empate técnico nesse grupo.
Na linha etária, o quadro também varia. Pessoas com 16 a 34 anosRespondem majoritariamente a Neto, com 49% das intenções de voto. Já entre quem tem entre 35 e 59 anos e entre os adultos com 60 anos ou mais, Jerônimo aparece com melhores índices, 41% e 42% respectivamente.
Em termos de escolaridade, Jerônimo lidera entre eleitores com ensino fundamental (43%), mas Neto está à frente entre os que possuem ensino médio (46%) e ensino superior (47%). Esses dados indicam uma distribuição distinta de apoios conforme o nível de instrução.
Quanto à renda, há um empate claro entre quem ganha até dois salários mínimos (39% para cada candidato). Em famílias com renda superior a cinco salários mínimos, a vantagem é de Neto, com 54% frente a 29% de Jerônimo Rodrigues. Esses números apontam para uma segmentação econômica no potencial voto de segundo turno.
No recorte religioso, Jerônimo Rodrigues lidera entre católicos com 43% frente a 38% de Neto. Entre evangélicos, por outro lado, Neto tem uma vantagem expressiva de 49% contra 31% de Jerônimo. A combinação de esses resultados mostra como o eleitorado da cidade de Salvador está distribuído entre diferentes identidades e crenças.


Analistas observam que mesmo com esse panorama de empate técnico, o mapa de apoios aponta caminhos diferentes para cada candidato. A agenda de campanha deve mirar especialmente em padrões de voto por gênero, faixa etária e renda, buscando converter indecisos em eleitores presentes no segundo turno. A cidade de Salvador, com uma base diversa de eleitores, tende a receber propostas que dialoguem com as nuances regionais e com temas que mobilizem parcelas significativas do eleitorado.
Em síntese, o levantamento indica uma disputa aberta, sem favoritismo definido. A economia, a segurança pública, a saúde e a educação costumam entrar na conversa cotidiana, e o modo como cada candidato articula essas pautas pode definir quem assume o Palácio de Ondina após as urnas. O próximo passo cresce como tema principal de debates, com a expectativa de mudanças no clima político da região.
E você, como vê esse cenário para Salvador? Qual tema deve guiar sua escolha no segundo turno? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a abrir o debate sobre os caminhos que a cidade pode seguir nos próximos meses.

