Duas pessoas são esfaqueadas em bairro judaico de Londres; suspeito é preso

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Duas pessoas foram esfaqueadas nesta quarta-feira (29) em Golders Green, um bairro de Londres com marcada presença de moradores judeus. Um homem de 45 anos foi preso sob suspeita de tentativa de homicídio, e as vítimas — um homem de cerca de 30 anos e outro com aproximadamente 70 — ficaram hospitalizadas em estado estável. O ataque é tratado pela Polícia Metropolitana como antissemita, com investigação conduzida pela unidade antiterrorista. O episódio ocorre após uma sequência de incidentes violentos contra locais judaicos na cidade, elevando a tensão na região.

Segundo a organização de segurança Shomrim, o suspeito foi visto correndo pela Golders Green Road, armado com uma faca, tentando esfaquear pessoas do público judeu pela manhã. Ele foi detido por moradores do bairro antes de ser entregue à polícia, que utilizou uma arma de choque durante a abordagem. A polícia confirmou que as vítimas foram encaminhadas para hospitais da região e que o suspeito foi preso após a intervenção dos agentes. Não houve ferimentos entre as forças de segurança durante o episódio, mesmo que o homem tenha tentado atingir policiais.

A Polícia Metropolitana informou que as vítimas são um homem de aproximadamente 30 anos e outro de cerca de 70, ambos hospitalizados em condição estável. A investigação está sendo conduzida pela unidade antiterrorista, mas ainda não houve a caracterização do ato como terrorismo. Os investigadores avaliam evidências para entender o que motivou o ataque e se houve planejamento prévio.

O incidente gerou condenações de líderes políticos. O primeiro-ministro Keir Starmer destacou que ataques contra moradores judeus de Londres são ataques contra a Grã-Bretanha. O prefeito da cidade, Sadiq Khan, reforçou o repúdio a qualquer forma de antisemitismo, enfatizando que não há espaço para esse tipo de violência na sociedade. A tensão se soma a uma onda de ataques anteriores a instituições judaicas na capital.

Histórico do quadro local mostra que o subúrbio de Golders Green, no noroeste de Londres, é um dos epicentros da vida judaica na cidade, com restaurantes, várias escolas judaicas e dezenas de sinagogas, além de residentes de outras origens. A gravidade dos ataques antissemitas na Grã-Bretanha tem sido tema de debate público há meses, com autoridades destacando a necessidade de respostas firmes e de proteção às comunidades locais. Dados da organização Community Security Trust apontam que o número de incidentes antissemitas aumentou consideravelmente nos últimos anos.

Conforme o relatório anual, foram registrados 3.700 incidentes em 2025, frente a 1.662 em 2022. Em outubro de 2025 houve outro episódio chocante: um motorista atropelou pessoas em frente a uma sinagoga em Manchester durante o Yom Kippur e esfaqueou outra pessoa até a morte, com uma segunda vítima falecendo posteriormente após um tiro acidental de policiais. Esses episódios alimentam o debate sobre segurança de locais judaicos na Grã-Bretanha e a necessidade de ações coordenadas entre autoridades locais e federais.

Autoridades investigam ainda se uma onda de incêndios criminosos em locais judaicos pode ter ligação com grupos apoiados pelo Irã, ampliando a preocupação com a radicalização e a violência política. Enquanto isso, moradores judeus da Grã-Bretanha seguem sob vigilância, com várias autoridades reforçando que o combate ao antissemitismo é prioridade para manter a coesão social.

A situação em Londres e na Grã-Bretanha segue em movimento, com investigações em andamento e avaliações sobre a eficácia das medidas de proteção. E você, leitor, o que acha que deve mudar para prevenir esse tipo de violência nas cidades? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe experiências para enriquecer o debate público.

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