“Golpe do falso advogado” se espalha com uso de dados judiciais e inteligência artificial, alerta especialista

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Resumo: Com o aumento dos crimes digitais, cresce no país o golpe do falso advogado. Criminosos accessam dados processuais, criam perfis falsos com fotos de advogados reais e entram em contato com as vítimas fingindo ser o responsável pela causa. A Bahia Notícias ouviu o advogado criminalista Pedro Henrique Ribeiro, sócio majoritário da Ribeiro Advocacia, para explicar o funcionamento da fraude, seus impactos e as medidas de prevenção.

COMO FUNCIONA O GOLPE: segundo Ribeiro, os criminosos obtêm informações processuais muitas vezes por meio do hackeamento de sistemas do Tribunal de Justiça. Em seguida, criam perfis falsos em aplicativos de mensagens, valendo-se de fotos de advogados reais. Com dados concretos sobre o processo da vítima, eles entram em contato simulando ser o profissional responsável pela causa.

Impactos: a fraude amplia a sensação de insegurança entre moradores e trabalhadores do direito, já que a aparência de legitimidade dificulta a identificação de golpes. Mesmo sem detalhar cada passo, a entrevista evidencia que a fraude pode atrasar procedimentos e gerar confusão sobre quem está cuidando do caso.

Contexto e alcance: o golpe do falso advogado é descrito como uma modalidade que atinge um número crescente de pessoas no país. A combinação de dados processuais acessíveis e a possibilidade de criar identidades falsas alimenta esse tipo de crime, exigindo atenção redobrada de quem lida com questões legais e documentos sensíveis.

O papel do especialista: Pedro Henrique Ribeiro, advogado criminalista e sócio da Ribeiro Advocacia, afirma que a tecnologia, apesar de facilitar muitos serviços, criou um ambiente fértil para fraudes. Ele reforça que a prática depende da disponibilidade de dados públicos ou de informações obtidas ilegalmente e usa isso para dar aparência de regularidade a contatos fingidos.

Prevenção e orientação: a entrevista aborda, de forma geral, caminhos para reduzir o risco, destacando a importância de confirmar a identidade do profissional e de buscar validação por vias oficiais. Mesmo com dados do processo à mão, o contato por mensagem não substitui a verificação independente e a checagem direta junto aos órgãos competentes, como tribunais e escritórios de advocacia reconhecidos.

Encerramento: a reportagem reforça a necessidade de ficar atento a sinais de golpe e de manter práticas simples de proteção, como confirmar quem está do outro lado da tela e não ceder a informações sensíveis sem checagem. Pedimos aos moradores da cidade que compartilhem experiências, dúvidas ou observações nos comentários para que mais pessoas sejam alertadas e possam agir com cautela diante de contatos que parecem legítimos.

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