A deputada federal Lídice da Mata (PSB) lidera a comissão que avalia o fim da escala 6×1 na Câmara e prevê votar a proposta ainda no primeiro semestre, com foco em acelerar as mudanças na jornada de trabalho para beneficiar os trabalhadores antes do período eleitoral.
A Comissão Especial para analisar o fim da escala 6×1 foi instalada na Câmara pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos). A frente ficou com o deputado Alencar Santana (PT-SP) como presidente e Léo Prates (PDT-BA) na posição de relator. Entre os 38 titulares — além de 38 suplentes — está a representante baiana do PSB, Lídice da Mata, que lidera a pauta no estado. O objetivo central é discutir o texto e avançar na tramitação sobre o fim da escala 6×1.
A prioridade, segundo a deputada, é realizar o debate ainda no primeiro semestre para não permitir que o tema se esfrie com o calendário eleitoral. Em entrevista, Lídice afirmou que “nós vamos trabalhar para isso aqui na Comissão. Não queremos saber dessa história de votar no segundo semestre, depois das eleições. Queremos agora que isso aumente a capacidade de mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras que serão os reais beneficiários das medidas”.
Ela também ressaltou a necessidade de ouvir a sociedade, sem travar o andamento: “Isso não quer dizer que nós não possamos ouvir a sociedade, devemos ter formas de ouvir os segmentos da sociedade envolvidos, trabalhadores e patrões, mas isso não pode nos impedir daquilo que é fundamental, votar no primeiro semestre essa proposta.”
Quanto às próximas etapas, Prates já afirmou que pretende apresentar um “texto médio”, capaz de impor um acordo entre quem defende uma redução mais rápida da jornada de trabalho e quem defende uma transição gradual para o regime 5×2 com manutenção das 44 horas semanais. A ideia é equilibrar as propostas para que a votação ocorra sem prejudicar nem quem trabalha nem quem emprega.
Na prática, a proposta discutida envolve uma redução real da carga horária. A deputada lembrou que “sou a favor de redução real, não é enrolar o trabalhador com uma redução que depois ele vai pagar por duas horas mais no tempo que ele deixa, nos dias que ele está trabalhando. Isso aí não é reduzir a jornada de trabalho.” O objetivo é evitar que cortes de jornada sejam compensados por aumento de jornada em outros momentos, mantendo o equilíbrio entre benefício ao trabalhador e custo para as empresas.
O debate, que envolve 38 titulares e 38 suplentes, não se limita a um venturoso ajuste técnico. Além de mudanças na carga horária, incorpora elementos de negociação entre diferentes correntes dentro do parlamento que defendem trajetórias distintas para a transição entre regimes. A comissão busca, assim, um caminho que agrade a amplos setores da cidade e da região, sem perder a essência da reforma trabalhista.
Enquanto o ritmo do plenário não se define, a movimentação na cidade é de expectativa. A equipe de Lídice vê a próxima fase como decisiva para traduzir em leis reais os votos de milhares de trabalhadores que aguardam mudanças significativas na rotina de trabalho. O debate, portanto, permanece aberto e presente na pauta de discussões da Câmara.
E você, leitor da cidade, o que pensa sobre o fim da escala 6×1 e as propostas de redução real da jornada de trabalho? A participação popular é bem-vinda para entender como essas mudanças podem impactar o dia a dia do trabalhador e do patrão. Comente abaixo suas opiniões, dúvidas e perspectivas sobre o tema e como ele pode influenciar a vida na região.

