Metrópoles entrevista Haddad, pré-candidato do PT ao governo de SP. Siga no YouTube

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Resumo: Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, encara a liderança de Tarcísio de Freitas em cenários simulados de pesquisa. O movimento petista concentra-se na importância do maior colégio eleitoral do país para ampliar o palanque de Lula, enquanto o campo bolsonarista aparece como principal oposição na disputa estadual.

A simulação Genial/Quaest, divulgada entre os dias 29 e 30 de abril, aponta cenários distintos para o 1º turno. No primeiro, Tarcísio soma 38% das intenções de voto, Haddad fica com 26% e a expectativa de segundo turno aponta liderança do governador com 49% frente a 32% do ex-ministro. No segundo cenário, sem Paulo Serra entre as opções, Tarcísio sobe para 40% e Haddad fica com 28%. Em eventual segundo turno, o placar continua favorável ao atual governador, com 49% a 32%.

A decisão de Haddad de disputar o governo ocorreu após uma conversa com o presidente Lula, que o convenceu da missão. Até março, o petista mostrava reserva em concorrer, mas, após reunião com o chefe do Palácio do Planalto, ele pediu desincompatibilização do cargo de ministro da Fazenda, com a cadeira sendo ocupada por Dario Durigan. Hoje, Haddad apresenta a candidatura como uma estratégia para fortalecer a posição do PT em São Paulo, principal centro de peso da eleição nacional.

A estratégia do PT em São Paulo busca transformar o estado no eixo da campanha de Lula, mesmo com Haddad em desvantagem na preferência do eleitorado paulista. Em 2022, Haddad chegou ao segundo turno contra Tarcísio, mas sofreu uma diferença de votos expressiva no estado, apesar de obter vantagem na capital. O objetivo atual é reconquistar terreno e manter o palanque presidencial ativo em um momento de forte polarização.

No campo bolsonarista, a disputa promete ser acirrada. Haddad já sinaliza que vai explorar temas ligados à segurança pública, incluindo críticas à relação entre a Polícia Militar de São Paulo e o Primeiro Comando da Capital, tema que ganhou destaque após investigações citadas pelo Metropoles. O ex-ministro também precisa lidar com rumores sobre alianças, como conversas entre o PT e o PSD de Gilberto Kassab, embora Kassab tenha afirmado que a união com o PT é zero por cento de chance, em função da disputa interna entre Kassab e Tarcísio pela vice-governadoria.

Para compor a chapa, o PT tem cogitado nomes femininos, com Teresa Vendramini, conhecida como Teka, surgindo entre as possibilidades para vice. Outra liderança cogitada pelos aliados é a ex-ministra Simone Tebet, que, no entanto, tem reiterado que não há intenção de aceitar o posto. Enquanto isso, Haddad mantém o foco em defender sua gestão como ministro da Fazenda e em apresentar mensagens de gestão econômica como base de campanha.

Um dos focos da campanha de Haddad tem sido a segurança, com vídeos divulgados pelo ex-ministro para denunciar ligações entre a polícia paulista e o PCC em casos envolvendo a empresa Transwolff. Esse tema é estratégico porque aponta para uma linha de crítica que o bolsonarismo costuma explorar na região. A cada movimentação, surgem novos rumores sobre alianças e sobre quem pode compor a chapa, mantendo a campanha em aberto e imprevisível até o momento das escolhas finais.

Galeria de imagens da cobertura de Haddad e do pleito paulista

O cenário político para São Paulo permanece dinâmico, com Haddad buscando manter a faca de ação sobre a linha macro da campanha e Tarcísio consolidando uma plataforma de segurança e obras. A leitura geral é de uma disputa acirrada, com o estado mantendo o olhar voltado para o que pode definir o tom da eleição nacional. Enquanto isso, aliados e adversários avaliam os próximos passos, incluindo possíveis mudanças de nomes para vice e eventuais acordos que possam alterar o mapa de alianças.

Convido você, morador da cidade, a deixar a sua opinião sobre o que pode definir a corrida para o governo de São Paulo. Que aspectos da gestão econômica, de segurança ou de alianças nacionais devem pesar mais na sua decisão? Compartilhe nos comentários a sua visão sobre o papel de Haddad, as perspectivas de Tarcísio e as possíveis composições de chapa nesta eleição.

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