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Deputado sugere inclusão de chocolate na merenda escolar da rede estadual para incentivar produtores

Deputado sugere inclusão de chocolate na merenda escolar da rede estadual para incentivar produtores
Deputado sugere inclusão de chocolate na merenda escolar da rede estadual para incentivar produtores

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O deputado Vitor Bonfim (PSB) apresentou uma indicação ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) para estimular o consumo de cacau e de seus derivados na merenda escolar da rede pública estadual, buscando aliar alimentação de qualidade à valorização da produção regional.

A justificativa do parlamentar apoia-se em marcos legais como a Constituição Federal, a Política Nacional de Incentivo à Produção de Cacau de Qualidade e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A proposta ainda se ancora na Lei 15.377, de 8 de janeiro de 2026, que ampliou incentivos ao setor cacaueiro e prevê estímulos à inserção do chocolate na merenda.

Bonfim enfatiza que a Bahia é um dos principais polos produtores de cacau do mundo, com participação expressiva de agricultores familiares. Esse contexto, segundo ele, confere à medida um papel estratégico na geração de empregos, renda e no desenvolvimento da região, além de fortalecer uma cadeia produtiva regional frente às demandas da educação pública.

A proposta também dialoga com o PNAE ao destacar que a alimentação escolar depende de compras da agricultura familiar. O texto menciona o compromisso de aplicar pelo menos 30% dos recursos repassados pelo FNDE na aquisição de gêneros alimentícios provenientes da agricultura familiar, fortalecendo a relação entre educação e campo.

Sobre as características do cacau, Bonfim aponta que os chocolates com maior teor de cacau costumam ser os mais benéficos para a saúde. Ele destaca que opções com 70% de cacau ou mais tendem a ter menos açúcar e gordura, além de maior concentração de antioxidantes, fibras e magnésio, o que pode aportar benefícios nutricionais relevantes para crianças e jovens.

Além disso, o deputado cita efeitos positivos associados aos flavonoides do cacau. Entre eles estão a redução da pressão arterial sistólica, melhoria do fluxo sanguíneo cerebral, menor inflamação e um potencial efeito positivo sobre a função cognitiva e o bem?estar emocional, decorrente de impactos no humor e na disposição.

Estudos sugerem ainda que o consumo moderado pode estimular a liberação de serotonina e endofinas, contribuindo para a redução do estresse e da ansiedade leve. A combinação entre alimento de qualidade, produção regional e educação pode, segundo o parlamentar, criar um impacto positivo duradouro para estudantes, famílias e a economia local.

A iniciativa, agora, aguarda trâmites institucionais e eventual adesão do governo. A expectativa é que, se convertida em política pública, a medida fortaleça o vínculo entre educação e agroindústria local, promovendo menus escolares mais nutritivos e alinhados com a regionalidade. O espaço está aberto para leitores avaliarem o potencial dessa proposta e compartilharem suas opiniões nos comentários.

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