Motorista que causou mortes em rodoviária de Itambé alega mal súbito e que empresa sabia de cansaço

Escrito por: Diógenes Cunha

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Um acidente na rodoviária de Itambé, envolvendo o motorista Abel Ferreira de Souza, deixou duas mulheres mortas e feridos. Em nota de esclarecimento, Abel descreve o que antecedeu a colisão, pede perdão às famílias e aponta o cansaço extremo provocado pela rotina de viagens como possível fator contribuinte, mantendo o foco na responsabilidade da empresa para a segurança dos trabalhadores.

De acordo com o relato dele, o veículo foi paralisado para que as pessoas se afastassem antes de uma manobra de encosto. Ao sentar no banco para direcionar o ônibus, Abel diz ter sentido uma tontura que provocou o escurecimento dos olhos, levando à tragédia. O motorista afirma que só voltou a ter consciência plena quando o cobrador o chamou para alertar sobre o que havia ocorrido.

O motorist? acrescenta que o estado de saúde já era motivo de preocupação na empresa. Segundo ele, no dia 29 de outubro foi chamado pela psicóloga Ana Portugal, da Rota Transportes, e o setor de monitoramento por vídeo (CCO) teria flagrado momentos em que ele estava cochilando e inquieto durante o serviço.

Abel atribui o mal-estar à rotina de bate e volta na linha Itabuna x Porto Seguro. “Sei que é por excesso de jornada de ‘bate e volta’. Às vezes chego faltando 40 minutos e já tenho que voltar para Itabuna”, desabafou, sugerindo que a exaustão física pode ter contribuído para o apagão que antecedeu a colisão.

As vítimas foram identificadas como Danyele Jeniffer Ramos Santana, de 20 anos, e Janete Silva Oliveira, de 51. Entre os feridos, dois irmãos permanecem internados após sofrerem amputações. A Polícia Civil instaurou investigação para apurar a responsabilidade da empresa em relação às denúncias de jornada excessiva e ao fato de o motorista ter continuado operando mesmo após os alertas do setor de monitoramento.

Na íntegra da nota divulgada por Abel, ele se apresenta: “Sou Abel, motorista que infelizmente se envolveu no triste acidente ontem em Itambé, quero profundamente pedir perdão aos familiares, sei que não vai trazer seus entes de volta, quero informar nunca iria fazer uma tragédia desta por querer.” Ele descreve que pediu aos usuários que se afastassem do ônibus, mas, ao se sentar para conduzir o veículo, sentiu tontura e os olhos escureceram. O relato também menciona que, no dia 29, foi acionada pela psicóloga da empresa e que o monitoramento registrou momentos de cochilo e inquietação durante o expediente, apontando para possíveis fatores de cansaço.

As autoridades trabalham para esclarecer se a empresa adotava medidas adequadas de controle da jornada de trabalho e se houve falhas que pudessem ter evitado o acidente. O caso reacende debates sobre a necessidade de fiscalização mais rigorosa das jornadas de motoristas e sobre o impacto do desgaste profissional na segurança viária na região.

A comunidade local é convidada a acompanhar os desdobramentos deste episódio que envolve famílias, trabalhadores e a gestão de uma empresa de transportes. O que você pensa sobre a relação entre cansaço no trabalho e segurança no trânsito? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe experiências que possam contribuir para uma discussão mais ampla sobre prevenção e responsabilidade no transporte de passageiros.

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