MPF cobra do governo da Bahia reestruturação do Inema para proteger povos e comunidades tradicionais

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo rápido: o Ministério Público Federal encaminhou ao governo da Bahia um ofício alertando para a necessidade de reestruturar o Inema, com foco em ampliar recursos humanos e materiais. a medida é estratégica para defender as populações indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais da Bahia e para conferir agilidade ao licenciamento ambiental.

no documento, o MPF cobra avaliação e adequação da estrutura do órgão ambiental, para que possa atuar com rapidez e qualidade na defesa de direitos socioambientais, incluindo o respeito à Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI), prevista pela Convenção 169 da OIT.

o procurador da República ramiro rockenbach, responsável pelo mandato voltado à defesa de populações indígenas e comunidades tradicionais na Bahia, afirma que o quadro atual dificulta a atuação do Inema e ressalta a urgência de fortalecê-lo com pessoal e infraestrutura adequados.

o alerta do MPF faz parte de um conjunto de ações articuladas entre o órgão e instituições parceiras para frear violações de direitos nas regiões tradicionais da Bahia.

o documento enviado ao governador reforça demandas já apresentadas na Carta por Justiça Socioambiental e Territorial na Bahia e no Registro de Impactos Causados, anexados à comunicação oficial. elaborada com o apoio do Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá) e de mais de 70 entidades, a carta já havia sido remetida, em novembro de 2025, aos organizadores da COP30 e da Conferência Nacional dos Direitos Humanos, buscando visibilidade e soluções para os conflitos na Bahia.

o fortalecimento do Inema também é tema frequente do Fórum em Defesa das Populações Indígenas e Regiões Tradicionais da Bahia, que reúne o MPF e diversas instituições parceiras. em encontros recentes, o grupo apresentou dezenas de propostas voltadas à justiça socioambiental e territorial, incluindo medidas para a regularização fundiária, proteção de territórios, prevenção de violações e fortalecimento de órgãos públicos estratégicos.

as ações em curso pretendem ampliar a capacidade institucional para traduzir políticas ambientais em realizações concretas, assegurando que o estado respeite direitos e tradições locais sem frear o desenvolvimento sustentável. leitores interessados podem acompanhar os desdobramentos e contribuir com propostas para aprimorar a gestão ambiental na Bahia.

e você, o que acha que precisa ser feito para fortalecer o equilíbrio entre proteção ambiental e desenvolvimento na Bahia? deixe sua opinião nos comentários e participe do debate.

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