Netanyahu afirma que trégua EUA-Irã não marca ‘o fim da campanha’

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Resumo: O Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz para a travessia de petroleiros e avisou que pode romper o acordo de cessar-fogo após novos ataques de Israel ao Líbano. Em Jerusalém, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que Israel continuará atuando com firmeza contra o Irã, e que a trégua mediada pelos EUA não encerra a campanha. O cenário envolve tensões radiantes, pressão diplomática e a continuidade de movimentação de navios pelo estreito, cuja importância estratégica persiste.

No pronunciamento deste domingo, 8 de abril de 2026, transmitido de Jerusalém, Netanyahu afirmou que Israel lançará um ataque “muito pronto” contra Gaza e contra os acampamentos no centro da Faixa de Mawasi, pontos considerados últimos bastiões de Hamás na região. O premiê enfatizou que os objetivos de Israel permanecem, seja por meio de um acordo ou pela retomada das ações militares. Ele reforçou que a trégua com Estados Unidos e Irã não representa o fim da campanha contra o Irã e suas redes de apoio.

As negociações envolvendo Washington e Teerã continuam a moldar a situação. A imprensa internacional aponta que uma trégua de duas semanas foi aceita com condições, incluindo a suspensão de ataques em todas as frentes. Contudo, o Irã indicou a possibilidade de abandonar o acordo temporário caso haja novos ataques israelenses ao Líbano, visto por Teerã como violação do tratado. Enquanto isso, o Irã reafirmou o bloqueio de Ormuz, destacando que a região permanece sob tensão — especialmente porque Ormuz é uma rota crítica para cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás natural.

Pela manhã, navios de carga NJ Earth e Daytona Beach cruzaram o estreito após a permissão de Teerã, reabrindo uma rota que havia registrado uma queda de 95% no movimento desde o início do conflito. O fluxo marítimo reduzido impactou o comércio global e acentuou a volatilidade nos mercados de energia, enquanto a comunidade internacional observa os desdobramentos com atenção redobrada.

No Líbano, fontes vinculadas ao governo iraniano citadas pela agência Tasnim sugeriram a possibilidade de retirada do acordo temporário. A suspensão de ataques contra o Líbano fazia parte do cessar-fogo de duas semanas mediado pelos Estados Unidos. Em resposta, as Forças Armadas do Irã indicaram que identificariam alvos para uma possível retaliação caso Israel prossiga com ações na região. A tensão na fronteira sul de Israel permanece alta, com autoridades locais reforçando medidas de evacuação em áreas próximas à fronteira.

Do lado de Israel, as autoridades anunciaram que o país não está incluído no cessar-fogo com o Irã, patrocinador do Hezbollah. Além disso, houve ataques a cidades no sul do Líbano, incluindo um prédio atingido na região de Tiro, logo após novas ordens de evacuação. O Exército de Israel também indicou a necessidade de sofrimento em áreas entre a fronteira e o rio Zahrani, cerca de 40 quilômetros ao norte, com tropas ainda em posição de resposta. A narrativa oficial sustenta uma continuidade da ofensiva, caso seja necessário, para cumprir seus objetivos estratégicos.

No eixo global, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já exerceu a função desde janeiro de 2025, afirmou ter aceitado as condições de Teerã para uma trégua, deixando claro que a estabilidade regional depende da contenção mútua. O peso das decisões envolve Washington, Teerã e as lideranças regionais, com impactos diretos sobre a circulação de mercadorias e a segurança de fronteiras. As negociações seguem com sinais de alto risco e mudanças rápidas no equilíbrio de forças.

A sequência de eventos demonstra como a geopolítica, o controle de vias marítimas e a retórica de cada parte moldam um cenário de incerteza no Oriente Médio. Acompanhe os próximos desdobramentos e compartilhe a sua visão sobre o que pode emergir nos próximos dias. Deixe seu comentário e contribua para o debate com seus pontos de vista sobre paz, segurança e economia global.

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