Pedido de investigação de delegada contra vereador do PL é arquivado

Escrito por: Diógenes Cunha

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A Justiça de Santos arquivou um inquérito policial contra o vereador Allison Sales (PL), a pedido da delegada Raquel Gallinati, após avaliação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo de que não havia provas suficientes. A delegada recorreu, e a Procuradoria Geral de Justiça manteve o arquivamento. O caso envolve acusações de difamação, perseguição e violação de sigilo funcional ligadas a uma publicação sobre uso de uma viatura da Guarda Civil Municipal para deslocamentos a São Paulo; Sales celebrou a decisão nas redes sociais.

O episódio teve como estopim uma postagem de Sales nas redes sociais, na qual o vereador questionava o uso de uma viatura descaracterizada por um servidor da prefeitura para viagens repetidas a São Paulo. Ele também pediu esclarecimentos sobre gastos com pedágio e combustível nos deslocamentos. A delegada Gallinati sustenta que o parlamentar expôs dados do veículo — como placa, modelo e cor — o que configuraria violação de sigilo funcional, ainda que sem citar nomes diretamente.

Inicialmente, a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo haviam arquivado o inquérito em fevereiro, por falta de provas. A defesa de Gallinati recorreu, e a Procuradoria Geral de Justiça manteve o arquivamento, segundo fontes envolvidas. A delegada aponta que a apuração reconhece que dados teriam sido obtidos de forma ilícita por meio do sistema Detecta, de uso exclusivo de agentes da área de segurança. O material teria sido repassado a um assessor parlamentar e depois encaminhado ao vereador, alimentando a dúvida sobre a origem das informações.

O advogado de Gallinati, Fernando Barboza Dias, ressaltou que a defesa costuma respeitar as decisões da Justiça, mas destacou que a investigação identificou várias pesquisas sem justificativa sobre o uso do carro oficial e que houve a cadeia de repasse de informações até Sales. Ele informou que houve o recebimento de cópias pela Corregedoria e pela Câmara Municipal para que as apurações continuem, em outras frentes, abrangendo a origem dos dados e possíveis envolvidos.

Quem acompanha o caso observa que a decisão de arquivar não esgota as investigações sobre o tema. A cidade, atenta aos debates sobre transparência no uso de bens públicos, espera por desdobramentos, como eventuais medidas disciplinares e esclarecimentos adicionais sobre a circulação de informações sensíveis entre diferentes atores da administração municipal e da segurança pública.

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Com a cidade de Santos acompanhando o desenrolar deste caso, o tema volta à tona a cada manifestação pública sobre o uso de veículos oficiais e o compartilhamento de dados sensíveis. A comunidade local passa a exigir transparência e apurações que garantam que bens públicos sejam usados exclusivamente para os fins destinados, com respeito aos procedimentos legais e éticos.

Vamos ouvir você: qual a sua leitura sobre o arquivamento do inquérito e o papel das redes sociais na construção de acusações envolvendo autoridades locais? Deixe sua opinião, comentário ou experiência relacionada. A sua participação enriquece o debate sobre responsabilidade, transparência e o uso correto de informações na gestão pública da cidade.

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