TCM-BA mantém suspensão de pregão da Prefeitura de Caetanos após denúncia sobre contrato de combustíveis

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Conselheiros da 1ª Câmara do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia homologaram nesta semana uma medida cautelar que suspende o Pregão Eletrônico 02/2026 da Prefeitura de Caetanos, sob responsabilidade do prefeito Edas Justino dos Santos. A decisão vale até o julgamento definitivo da denúncia apresentada pela Prime Consultoria e Assessoria Empresarial.

Segundo informações apuradas pelo Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, a denúncia aponta possíveis irregularidades no edital que visa contratar serviços especializados de administração, gerenciamento e controle de despesas da frota municipal com combustíveis e lubrificantes. A cidade pondera que o certame envolve a cadeia de fornecimento e o uso de recursos públicos para manter a ociosidade da frota municipal sob controle.

Entre os pontos questionados estão o uso de cartão eletrônico em arranjo aberto, a emissão de notas fiscais em nome da empresa contratada e a vedação a uma taxa administrativa igual ou inferior a zero. O relator do processo avaliou cada item e destacou que a modalidade de arranjo aberto pode ampliar a concorrência entre empresas, facilitar a aceitação de propostas e, tecnicamente, representar economia para o erário.

Quanto à emissão de notas fiscais em nome da empresa gerenciadora, o relator entendeu que isso é regular, dado o modelo de quarteirização envolvendo a rede credenciada de postos de combustíveis. Em contrapartida, houve identificação de irregularidade na proibição explícita de propostas com taxa de administração negativa, prevista no edital, o que foi considerado não aceitável pelo órgão de controle.

A decisão de suspender o certame está mantida até que a denúncia seja julgada de forma definitiva, o que deixa o processo em compasso de espera e ressalta a cautela necessária para o uso de recursos públicos. A situação acende o debate sobre a prática de licitações para serviços de gestão de despesas da frota, com impactos diretos na agenda financeira da cidade e na qualidade dos serviços ao cidadão.

Para a população da cidade, o caso serve como alerta sobre a importância de transparência e fiscalização em compras públicas. Enquanto o mérito não é definido, moradores, empresários locais e servidores podem acompanhar os próximos desdobramentos, que costumam mexer com prazos, custos e eventual reavaliação de contratos. Se você tem opinião ou experiência sobre processos licitatórios e gestão de verbas municipais, deixe seu comentário abaixo e participe do debate.

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