Três adolescentes são apreendidos por estupro de 2 crianças em São Paulo

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Resumo rápido: Três adolescentes foram apreendidos em São Paulo sob suspeita de estupro coletivo de vulneráveis, após vídeos que registram as agressões circularem. As vítimas, duas meninas de 7 e 10 anos, recebem acolhimento e suporte. Um adulto permanece foragido na Bahia e um quarto jovem também é procurado. O caso ocorreu na localidade União de Vila Nova, na Subprefeitura de São Miguel Paulista, na zona leste, e mobilizou a polícia, a assistência social e o poder público.

A Polícia Civil informou que os menores teriam gravado o estupro e compartilhado as imagens em redes sociais. Nesta quinta-feira, 30 de abril, três adolescentes foram apreendidos durante a investigação, que continua para localizar o foragido e outro envolvido.

O crime teria ocorrido em 21 de abril na localidade União de Vila Nova, em área vinculada à Subprefeitura de São Miguel Paulista. A prefeitura informou que as vítimas foram acolhidas pelos equipamentos municipais. Uma das meninas está com a mãe em uma unidade de acolhimento, e a outra, com dois irmãos, no Serviço de Atendimento Institucional para Crianças e Adolescentes, porque o Conselho Tutelar constatou condições inadequadas na casa onde viviam.

Segundo o subprefeito Divaldo Rosa, o caso é revoltante e não pode ser tratado como normal. Ele afirmou que a família só buscou ajuda após as denúncias, com o Conselho Tutelar e a polícia tendo ciência do caso apenas em 24 de abril. As vítimas passam por acompanhamento de assistentes sociais, profissionais de saúde e do Projeto Bem-Me-Querer, programa do governo estadual voltado à proteção de vítimas de violência sexual.

O prefeito da cidade, Ricardo Nunes (MDB), classificou o episódio como terrível e destacou o acolhimento oferecido pela rede municipal. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos adolescentes ou com o adulto foragido no momento do fechamento desta matéria; também não houve retorno imediato do Ministério Público ou da Defensoria Pública.

As autoridades reforçam que as meninas seguem recebendo assistência integral, com apoio psicológico, social e médico, enquanto a investigação avança para esclarecer as circunstâncias e responsabilizar os responsáveis. A Secretaria Municipal de Educação e a rede de proteção social reiteram o compromisso de proteger crianças e adolescentes e de incentivar denúncias por meio de canais oficiais, como o Disque 100.

Este episódio reacende o debate sobre a proteção de menores na cidade e sobre a necessidade de respostas rápidas e integradas entre polícia, Ministério Público, Justiça, Conselho Tutelar e atenção básica à saúde. Moradores da localidade destacam a importância de denunciar qualquer sinal de abuso, mesmo que envolva pessoas da localidade.

Convidamos você a compartilhar opiniões, perguntas ou sugestões sobre como fortalecer a proteção de crianças e adolescentes na cidade. Deixe seu comentário, participe da conversa e ajude a ampliar a vigilância coletiva contra violências contra menores.

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